Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2026

Relator da OAB é a favor de <i>impeachment</i>

O relator da comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sergio Ferraz, que analisa a possibilidade de pedido de impeachment (impedimento) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, votou favoravelmente à abertura do processo. Segundo ele, já existe a conveniência para o pedido proposto pela conselheira Elenice Carille. (Leia Mais)

Segunda, 08 de Maio de 2006 às 09:45, por: CdB

O relator da comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sergio Ferraz, que analisa a possibilidade de pedido de impeachment (impedimento) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, votou favoravelmente à abertura do processo. Segundo ele, já existe a conveniência para o pedido proposto pela conselheira Elenice Carille.

- A nosso ver, o Brasil merece essa oportunidade - afirmou Ferraz.

Em nota divulgada no site da OAB, o relator aponta que há tanto fundamentos jurídicos quanto políticos para a apresentação do apoio ao pedido de impedimento. Ferraz recomenda o encaminhamento ao procurador-geral da República de representação de ordem penal contra o presidente da República.

"A denúncia, apresentada pelo procurador-geral da República, confirmou, com riquezas de detalhes, que dinheiro público foi sistematicamente utilizado para subornar deputados, dobrar opositores, assegurar eleições, prolongar a permanência dos detentores do poder", afirmou ele no processo.

O conselheiro Mário Lúcio Quintão criticou o voto do relator.

- Na atual conjuntura, uma decisão dessa natureza não traz consigo o risco da conflagração social e a ruptura da ordem constitucional e democrática? - questionou.

O colegiado da OAB, que se reuniu nesta segunda-feira para discutir o assunto, é formado por 36 integrantes (27 conselheiros federais e 9 membros honorários vitalícios). Se a maioria simples for favorável à abertura do processo, a OAB dará prosseguimento à ação.

O pedido de cassação do presidente da República não pode ser feito por nenhum partido político e apenas por entidades da sociedade civil.

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