O presidente do Senador, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem até a próxima terça-feira para dar explicações ao Conselho e, a partir daí, os relatores terão prazo de cinco sessões para apresentar o relatório final. Na última terça-feira, o Conselho recebeu a perícia da Polícia Federal nos documentos apresentados pela defesa de Renan, com o intuito de comprovar renda suficiente (proveniente de venda de gado) para pagar as contas pessoais que, segundo denúncia da revista Veja, teriam sido pagas por um lobista.
A perícia atestou a autenticidade das notas fiscais de produtor e as guias de trânsito animal, referentes à venda de gado, mas não comprovou as operações de venda nem o trânsito dos animais.
Para o senador Renato Casagrande (PSB-ES), um dos relatores do caso, o estudo da PF é desfavorável ao presidente do Senado.
- A perícia levanta questionamentos, inconsistências em diversos itens, o que vai exigir do senador, de fato, a predisposição de dar as explicações necessárias ao Conselho - disse.
Entre os questionamentos apontados por Casagrande, estão a incompatibilidade entre a quantidade de gado movimentada por meio de nota fiscal e por meio de guia de transporte animal; problemas com relação à justificativa do patrimônio de Renan no ano de 2005; nível de lucratividade de atividade agropecuária acima da média nacional.
- São questionamentos com relação à autenticidade ideológica dos documentos - disse o relator. - Não está comprovada a movimentação bancária de recursos que têm como destino a conta da Mônica (Veloso, jornalista com quem o presidente do Senado tem uma filha).
Este processo é baseado na primeira denúncia surgida contra o senador. Posteriormente, foram abertos outros, que ainda estão em andamento. Renan Calheiros não esteve no Senado nesta quarta-feira pela manhã