Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2026

Relacionamento ruim pode aumentar risco de problemas cardíacos

Um estudo, envolvendo 9.000 britânicos, foi divulgado na edição científica Archives of Internal Medicine e revelou que o estresse e a ansiedade gerados por um relacionamento ruim podem aumentar o risco de doenças do coração. As chances de alguém nessa situação sofrer um ataque cardíaco ou dores no peito aumentam em 34%, comparado a pessoas que vivem em harmonia com seus parceiros. (Leia Mais)

Quinta, 11 de Outubro de 2007 às 15:53, por: CdB

Um estudo, envolvendo 9.000 britânicos, foi divulgado na edição científica Archives of Internal Medicine e revelou que o estresse e a ansiedade gerados por um relacionamento ruim podem aumentar o risco de doenças do coração. As chances de alguém nessa situação sofrer um ataque cardíaco ou dores no peito aumentam em 34%, comparado a pessoas que vivem em harmonia com seus parceiros.

— O coração de uma pessoa parece ser influenciado por relacionamentos negativos —, disseram os pesquisadores.

—Nós mostramos que aspectos negativos de relações íntimas (...) estão associadas a doenças coronarianas —, explicaram.

— Outra pesquisa mostrou que múltiplas conexões sociais podem significar uma vida mais saudável - o 'efeito proteção' - mas poucas observaram o quanto uma amizade próxima ou um casamento podem afetar a saúde —, disse Roberto De Vogli, epidemiologista do University College de Londres, que liderou o estudo.

Os pesquisadores analisaram as pessoas, que completaram questionários sobre os aspectos negativos de seus relacionamentos, com o cônjuge ou amigos próximos, entre 1989 e 1990 ou entre 1985 e 1988.

A equipe acompanhou as pessoas por mais de 12 anos e descobriu que as que responderam que discussões, críticas e outros tipos de conflito eram comuns para elas tinham 34% mais riscos de sofrer ataques cardíacos ou dores no peito.

Quando os pesquisadores destacaram fatores de risco tais como obesidade, cigarro, álcool e histórico familiar, a chance de ataque cardíaco era ainda 23% maior, de acordo com De Vogli.

O estudo não analisou se maus relacionamentos influenciam no grau de severidade de um ataque do coração.

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