O aprofundamento das relações com países da América Central e da África faz parte do objetivo brasileiro de aumentar sua projeção internacional, afirma o diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, Mario Vilalva.
- Para que o Brasil possa vir a ser de fato um global player país com relações comerciais com todo o mundo], cumprir sua vocação de grande ator mundial, ter uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a primeira preocupação é criar vínculos, diminuir a excessiva ligação aos mercados tradicionais.
- Quanto mais diversidade em seus parceiros, mais poder de negociação você tem - explica Vilalva, que integra a comitiva brasileira liderada pelo chanceler Celso Amorim, em visita a cinco paises africanos entre hoje e terca-feira. Depois de compromissos nas Nações Unidas, em Nova York, anteontem, o grupo também participou de encontros em Trinidad e Tobago, pais caribenho, antes de chegar a Cabo Verde.
Vilalva também ressaltou a importância do recente aumento registrado pelo Brasil em sua participação no volume de comercio mundial, superando a marca de 1% do total, depois de anos de estagnação.
- A voz do Brasil passa a ter mais peso - disse. Nos anos 70, o Brasil chegava a ter 2,5% de participação nas relações comerciais do mundo.
O diplomata diz que o diferencial da atual política externa brasileira em relação a África é que,
juntamente com os paises árabes, trata-se de um "novo eixo da política externa brasileira". É o contrário do que acontecia há alguns anos, quando tínhamos "relações espasmódicas". Para assumir sua posição de protagonista no mundo, diz Vilalva, o Brasil precisa ter relações nas mais diversas áreas, não apenas comerciais.
Vilalva adverte ainda que a importância econômica da relação com os paises africanos não pode ser subestimada:
- Esses países estão se arrumando. Passou a fase de consolidação da independência. Há uma nova geração de líderes, mais preocupados com o desenvolvimento econômico e menos com a ideologia. É um cenário completamente diferente.
Relação com América Central e África amplia mercados para o Brasil
Sexta, 14 de Janeiro de 2005 às 13:24, por: CdB