Desde julho, por falta de recursos, não são pagas as contas de água e luz da Universidade Federal Fluminense (UFF). A verba destinada à manutenção do ensino, pesquisa e extensão na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ) foi remanejada para o pagamento de contas. O Hospital Universitário Gaffré e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), acumula uma dívida de R$ 3,8 milhões.
Esses são alguns dos problemas denunciados, na segunda-feira, em entrevista coletiva, pelos reitores das quatro universidades federais do Rio de Janeiro - UFF, UFRRJ, UniRio e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- Nós precisamos aumentar o orçamento para essas necessidades básicas. Não estamos falando de ampliar o acesso, garantir a permanência dos jovens brasileiros ou criar novos cursos, mas de manter a universidade aberta com condições mínimas - disse Malvina Tuttman, da UniRio.
Para continuar funcionando, as universidades têm feito, segundo seus reitores, verdadeiras manobras orçamentárias. Na UFF, por exemplo, com um déficit de 300 professores e de mais de mil funcionários técnico-administrativos, foi preciso incluir nos gastos orçamentários o pagamento por serviços terceirizados.
- Além de ser ruim porque os funcionários temporários não se integram à estrutura da universidade, ainda temos que comprometer cerca de 10% dos nossos pequenos recursos de custeio com a contratação dos terceirizados - contou Cícero Rodrigues, da UFF.