Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Reitor da UnB pede afastamento do cargo por 60 dias

Reitor da Universidade de Brasília (UnB), Thimoty Mulholland pediu licença do cargo, na quinta-feira, por 60 dias. Durante o período de afastamento, assume o vice-reitor Edgar Mamya. (Leia Mais)

Quinta, 10 de Abril de 2008 às 08:50, por: CdB

Reitor da Universidade de Brasília (UnB), Thimoty Mulholland pediu licença do cargo, nesta quinta-feira, por 60 dias. Em nota lida para a assembléia da Associação dos Docentes da UnB, ele afirma que tomou a inicitiva  “com o objetivo de assegurar os princípios constitucionais da eficiência, publicidade, moralidade, impessoalidade, legalidade e transparência nas apuração dos fatos”. Durante o período de afastamento, assume o vice-reitor Edgar Mamya.

Na noite desta quarta-feira, em assembléia-geral, cerca de 1,5 mil estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidiram paralisar suas atividades na próxima sexta-feira. Com o afastamento de Mulholland, a direção do movimento avalia uma nova alternativa.Os estudantes ocupam o prédio da reitoria da universidade há sete dias.

Na assembléia, além da deliberação para manter a ocupação da reitoria, os universitários aprovaram um indicativo de greve. Eles também querem realizar, com o apoio do movimento estudantil nacional, um dia de luta, com ocupação de reitorias em todos o país.

Na noite de terça-feira, o estudante João Victor, do curso de Artes Cênicas, caiu de um vão de aproximadamente quatro metros de altura. Apesar da queda, ele sofreu ferimentos leves e, nesta quarta-feira, estava de volta à reitoria.

- Na verdade, estamos aqui sem segurança nenhuma, um prédio dessa dimensão sem luz. Estamos sendo iluminados por velas -, relatou.

Apesar da invasão à reitoria, as atividades na UnB não foram paralisadas. Os representantes do movimento de ocupação, rebateram as acusações do reitor Timothy Mulholland de que a manifestação estaria comprometendo serviços essenciais da universidade, como o pagamento de funcionários, técnicos e estagiários, a efetivação de contratos, de convênios e a aquisição de materiais.

Os estudantes afirmaram que os servidores que trabalham no prédio não serão impedidos de entrar.

- O único lugar que não desocuparemos é o gabinete do reitor - disse Ramalho.

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