Reitor da Universidade de Brasília (UnB), Thimoty Mulholland pediu licença do cargo, nesta quinta-feira, por 60 dias. Em nota lida para a assembléia da Associação dos Docentes da UnB, ele afirma que tomou a inicitiva “com o objetivo de assegurar os princípios constitucionais da eficiência, publicidade, moralidade, impessoalidade, legalidade e transparência nas apuração dos fatos”. Durante o período de afastamento, assume o vice-reitor Edgar Mamya.
Na noite desta quarta-feira, em assembléia-geral, cerca de 1,5 mil estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidiram paralisar suas atividades na próxima sexta-feira. Com o afastamento de Mulholland, a direção do movimento avalia uma nova alternativa.Os estudantes ocupam o prédio da reitoria da universidade há sete dias.
Na assembléia, além da deliberação para manter a ocupação da reitoria, os universitários aprovaram um indicativo de greve. Eles também querem realizar, com o apoio do movimento estudantil nacional, um dia de luta, com ocupação de reitorias em todos o país.
Na noite de terça-feira, o estudante João Victor, do curso de Artes Cênicas, caiu de um vão de aproximadamente quatro metros de altura. Apesar da queda, ele sofreu ferimentos leves e, nesta quarta-feira, estava de volta à reitoria.
- Na verdade, estamos aqui sem segurança nenhuma, um prédio dessa dimensão sem luz. Estamos sendo iluminados por velas -, relatou.
Apesar da invasão à reitoria, as atividades na UnB não foram paralisadas. Os representantes do movimento de ocupação, rebateram as acusações do reitor Timothy Mulholland de que a manifestação estaria comprometendo serviços essenciais da universidade, como o pagamento de funcionários, técnicos e estagiários, a efetivação de contratos, de convênios e a aquisição de materiais.
Os estudantes afirmaram que os servidores que trabalham no prédio não serão impedidos de entrar.
- O único lugar que não desocuparemos é o gabinete do reitor - disse Ramalho.