O governo britânico lançou, nesta segunda-feira, seu segundo pacote multibilionário de ajuda aos bancos em três meses e criou as bases para que o Banco da Inglaterra possa aumentar a oferta de dinheiro, numa tentativa de impulsionar a economia da região. De acordo com o plano, o governo vai aumentar sua participação no Royal Bank of Scotland para 70% depois que a instituição anunciou, pela manhã, o maior prejuízo de uma empresa na história britânica.
Os bancos poderão fazer seguros contra as perdas em seus ativos com mais risco. O governo irá oferecer garantias para os débitos e lançar um fundo de 50 bilhões de libras para comprar ativos de alta qualidade para tentar retomar o fluxo de dinheiro. Diante da expectativa com a divulgação de dados esta semana que devem mostrar que a Grã-Bretanha está em recessão pela primeira vez desde 1992, o ministro de Finanças Alistair Darling disse que o plano foi desenhado para impulsionar o fluxo de crédito para empresas e consumidores.
– Se não tivermos o fluxo de empréstimos, a recessão será mais longa, mais profunda e mais dolorosa – disse Darling.
Crise européia
A economia da zona do euro irá se contrair pela primeira vez este ano e crescerá pouco em 2010, enquanto a inflação permanecerá abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE), previu a Comissão Européia nesta segunda-feira. A Comissão informou que o Produto Interno Bruto (PIB) nos 16 países que usam o euro deve encolher 1,9% em 2009, e crescer somente 0,4% em 2010. A inflação anual deve ser de 1,0% em 2009 e 1,8% em 2010.