O rei Fahd, da Arábia Saudita, morreu nesta segunda-feira e o príncipe herdeiro Abdullah foi rapidamente nomeado como o novo monarca do maior exportador de petróleo do mundo.
Uma fonte saudita disse que a política de petróleo do reino não vai mudar. Diplomatas afirmaram não esperar nenhuma grande mudança na política externa sob o rei Abudallah, que tem pelo menos 80 anos e já conduzia os assuntos cotidianos desde que um derrame deixou Fahd debilitado, em 1995.
- Com grande pesar e dor, a corte real sente a morte do rei Fahd devido a uma doença - disse o ministro da Informação Iyad bin Amin Madani, lendo uma comunicado oficial na TV.
Fahd, que teria 83 anos, foi hospitalizado no dia 27 de maio, com pneumonia aguda. Uma fonte médica disse que ele morreu por volta de 6h (24h, horário de Brasília).
Segundo uma autoridade saudita, o funeral de Fahd deve ocorrer nesta terça-feira, a fim de permitir que líderes estrangeiros cheguem ao reino.
Reações à morte do rei: JACQUES CHIRAC, PRESIDENTE DA FRANÇA: -Durante seu reinado, o rei Fahd esteve, acima de tudo, preocupado com a segurança de seu povo. Em tempos tumultuados, ele garantiu a integridade de seu país e defendeu a estabilidade regional. Ele desenvolveu seu reinado de maneira inteligente. O Rei Fahd também se comprometeu com as relações fortes e confiáveis entre a França e a Arábia Saudita. Esta antiga amizade, que começou com o elo excepcional estabelecido pelo general De Gaulle, recebeu uma nova dimensão sob seu reinado. TONY BLAIR, PREMIER BRITÂNICO -O rei Fahd era um homem de grande visão e liderança, que inspirou seus compatriotas por um quarto de século. Ele liderou a Arábia Saudita em um período sem paralelos de progresso e desenvolvimento. MAHMOUD ABBAS, PRESIDENTE PALESTINO -Sentimos pesar e dor pela morte do reio Fahd...Ele mostrou apoio e compromisso com a revolução palestina e com a Fatah desde os anos 1960. SAAD AL-HARIRI, LÍDER LIBANÊS PRÓXIMO DA FAMÍLIA REAL SAUDITA - a perda...do rei Fahd bin Abdul Aziz não é somente uma perda para a Arábia Saudita, sua liderança e povo, mas uma perda para todos os países árabes e muçulmanos. nnós, no Líbano, que o rei amou e a quem ofereceu seus esforços, coração e tempo de maneira que o povo libanês jamais esquecerá, sentimos a magnitude da perda, lembrando como o reino esteve conosco em cada um de nossos impasses políticos e econômicos."