Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Regulamentação da Emenda 29 é aprovada

Por 58 votos favoráveis e apenas um voto contrário, o projeto de lei complementar do Senado (PLS 121/07) de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) foi aprovado na noite de quarta-feira no Senado. Haverá até 2011 um incremento no orçamento da União para investimento em saúde pública de R$ 23 bilhões. Já para este ano, esse aumento no repasse orçamentário para o setor será de R$ 5,5 bilhões. (Leia Mais)

Quarta, 09 de Abril de 2008 às 17:03, por: CdB

Por 58 votos favoráveis e apenas um voto contrário, o projeto de lei complementar do Senado (PLS 121/07) de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) foi aprovado na noite de quarta-feira no Senado. O projeto regulamenta a Emenda 29, definindo regras para o financiamento da Saúde.

Pelo projeto, que ainda segue para a aprovação da Câmara dos Deputados, haverá até 2011 um incremento no orçamento da União para investimento em saúde pública de R$ 23 bilhões. Já para este ano, esse aumento no repasse orçamentário para o setor será de R$ 5,5 bilhões.

O projeto prevê o comprometimento dos orçamentos dos estados e dos municípios com saúde, em 12% e 15%, respectivamente, de suas receitas correntes brutas.

No que diz respeito aos repasses da União, os percentuais de transferência para a saúde pública, calculados com base no orçamento do ano anterior mais a variação do Produto Interno Público (PIB) nominal, serão os seguintes: 8,5% em 2008; 9% em 2009; 9,5% em 2010; 10% em 2011.

O autor da proposta, senador Tião Viana (PT-AC), ressaltou que além da vinculação orçamentária que garante mais recursos para a saúde, seu projeto define claramente o que são gastos com ações e serviços de saúde, o que impedirá, por exemplo, que recursos já vinculados pela Emenda 29 sejam gastos por prefeitos e governadores em programas como restaurantes populares e asfaltamento de ruas.

A matéria foi aprovada sob o protesto do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que faz ressalvas ao seu conteúdo.

— Nós vamos buscar um caminho na Câmara razoável e que tenha sustentabilidade econômica —, afirmou.

Romero Jucá entende que não há como aumentar as vinculações do Orçamento Geral da União (OGU) com gastos específicos.

A Frente Parlamentar da Saúde da Câmara dos Deputados estava no Plenário do Senado para pressionar suas respectivas bancadas a aprovar a matéria.

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