Regulador de dados investiga Facebook sobre estudo psicológico
O regulador britânico de dados está investigando se o Facebook violou as leis de proteção de dados quando permitiu que pesquisadores conduzissem um experimento psicológico em seus usuários. Um porta-voz do Facebook reconheceu que o estudo em cerca de 700 mil usuários involuntários em 2012 havia decepcionado os usuários e disse que a empresa irá mudar a forma como lida com pesquisas no futuro.
O Facebook disse que irá trabalhar com reguladores e que está mudando a forma como lida com esses casos
O regulador britânico de dados está investigando se o Facebook violou as leis de proteção de dados quando permitiu que pesquisadores conduzissem um experimento psicológico em seus usuários. Um porta-voz do Facebook reconheceu que o estudo em cerca de 700 mil usuários involuntários em 2012 havia decepcionado os usuários e disse que a empresa irá mudar a forma como lida com pesquisas no futuro.
O estudo, para analisar se o Facebook pode alterar o estado emocional dos usuários e levá-los a postar tanto conteúdos mais positivos quanto negativos, causou furor nas redes sociais, incluindo no Facebook.
- Estamos cientes desse problema e vamos falar com o Facebook, assim como ter contato com a autoridade de proteção de dados irlandesa para saber mais sobre as circunstâncias - disse o porta-voz do Gabinete da Comissão de Informação (ICO, na sigla em inglês), Greg Jones, em um e-mail.
Jones afirmou que ainda é cedo para dizer qual parte da lei o Facebook pode ter infringido. A sede da empresa na Europa fica na Irlanda.
O ICO monitora como dados pessoais são usados e tem o poder de forçar organizações a mudar suas políticas e dar multas de até 500 mil libras (US$ 839.500 ).
O Facebook disse que irá trabalhar com reguladores e que está mudando a forma como lida com esses casos.
Cibercriminosos
Criminosos cibernéticos podem ter desviado bilhões de dólares de um popular sistema brasileiro de pagamentos online, usando um programa malicioso que direciona recursos a contas controladas por fraudadores, de acordo com relatório de pesquisa divulgado nesta quarta-feira.
A companhia de segurança norte-americana RSA, da armazenadora de dados EMC, afirmou que esses criminosos usavam um software conhecido como "Eupuds" para roubar recursos de consumidores brasileiros que usam o pagamento por boleto bancário, os direcionando a contas fraudulentas.
A RSA estima que os fraudadores procuraram desviar quase R$ 8,6 bilhões de mais de 192 mil contas, embora a quantia real roubada pode ser menor já que os pesquisadores não confirmaram quantos boletos foram pagos.
Os pesquisadoras disseram acreditar que a operação criminosa ainda está em andamento e ofereceram ajuda às autoridades brasileiras para acabar com a operação, que pode ter tido inicio em meados de 2012. A companhia de segurança informou que se reuniu com membros da Febraban entidade que representa a indústria bancária do Brasil.
Um representante da Febraban não comentou o assunto, alegando que o grupo não teve acesso ao conteúdo da pesquisa.
Atualmente as transações alvos do malware são processados apenas em PCs rodando software Windows da Microsoft.
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