Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Regulador antitruste mira navegador de web e reprodutor de mídia da Microsoft

O navegador de web e o reprodutor de mídia do Windows, da Microsoft, se tornaram alvos de investigação antitruste chinesa, abrindo a chance de a China revisitar a questão do agregamento de softwares no centro de reclamações antitruste anteriores contra a companhia no Ocidente.

Terça, 26 de Agosto de 2014 às 08:55, por: CdB
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O foco da China nos dois produtos já disputados em outros locais parece formar a base de sua investigação
O navegador de web e o reprodutor de mídia do Windows, da Microsoft, se tornaram alvos de investigação antitruste chinesa, abrindo a chance de a China revisitar a questão do agregamento de softwares no centro de reclamações antitruste anteriores contra a companhia no Ocidente. A administração estatal para indústria e comércio Saic suspeita que a Microsoft não está sendo totalmente transparente com informações sobre vendas de Windows e do pacote Office, mas a empresa expressou disposição em cooperar com as investigações atuais, disse Zhang Mao, chefe do regulador antitruste, para repórteres em uma coletiva em Pequim nesta terça-feira. À medida que o Windows se tornava o sistema operacional dominante no mundo nas décadas de 1990 e 2000, a questão de como a Microsoft agrupava seu navegador de web e reprodutor de mídia se tornou o foco de casos antitruste apresentados por autoridades nos Estados Unidos e na Europa. O foco da China nos dois produtos já disputados em outros locais parece formar a base de sua investigação, mas a averiguação pode se estender para além da questão do pacote do reprodutor de mídia e do web browser, disse You Youting, sócio da Shanghai Debund Law Offices. - É possível que o governo não tenha sido bem-sucedido em encontrar o que buscavam - disse You. "Mas ao começar com estes dois produtos, isso dá tempo a eles". Um porta-voz da Microsoft não quis comentar quando contatado por telefone. A investigação sobre a Microsoft surge em meio a uma série de investigações antitruste contra empresas estrangeiras na China, incluindo a fabricante de chips para dispositivos móveis Qualcomm e a unidade de carros de luxo Mercedes-Benz da montadora alemã Daimler. As investigações fizeram ressurgir termores sobre protecionismo na China. Qualcomm A Qualcomm, maior fabricante de chips de dispositivos móveis do mundo, pode enfrentar uma investigação antitruste na Europa em relação a uma reclamação de quatro anos atrás feita por uma subsidiária da rival Nvidia, disseram três pessoas familiarizadas com o assunto nesta terça-feira. Um processo na União Europeia viria em momento desconfortável para a Qualcomm, que busca encerrar uma investigação do regulador chinês de preços sobre práticas de monopólio. A fabricante britânica de chips para celular Icera, comprada pela Nvidia em 2011, levou queixas à Comissão Europeia em junho de 2010, acusando a Qualcomm de comportamento anticompetitivo. Os detalhes da reclamação nunca foram tornados públicos. Uma pessoa familiarizada com o assunto, porém, disse que a Icera acusou a Qualcomm de usar incentivos relacionados a patentes e de adotar uma política de preços com caráter de exclusão em seus chipsets para desencorajar clientes a fazer negócios com rival. Até o momento, o problema aparentemente não estava na agenda da Comissão. Mas reguladores decidiram acelerar o processo, após o segundo tribunal mais alto da Europa manteve, em junho, uma multa recorde da UE de 1,1 bilhão de euros contra a fabricante norte-americana de chips, a Intel, por abusar de sua posição dominante no mercado, segundo uma das fontes. O porta-voz da Comissão para políticas de competição, Antoine Colombani, não quis comentar, e a Qualcomm fez o mesmo. Empresas podem ser multadas em até 10%  de suas receitas globais por quebrar as regras antitruste da UE.  
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