Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Região serrana: muitos ainda estão desaparecidos e críticas aumentam

Dezenas de sobreviventes das enchentes, desesperados por notícias de parentes desaparecidos, fizeram fila em frente ao necrotério no município de Teresópolis neste sábado, e críticas à resposta das autoridades para um dos maiores desastres naturais do país estão aumentando.

Sábado, 15 de Janeiro de 2011 às 16:50, por: CdB
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Dezenas de sobreviventes das enchentes, desesperados por notícias de parentes desaparecidos, fizeram fila em frente ao necrotério no município de Teresópolis neste sábado, e críticas à resposta das autoridades para um dos maiores desastres naturais do país estão aumentando. Quase quatro dias depois que as chuvas provocaram enchentes e gigantescos deslizamentos de terra, autoridades da cidade serrana ainda estão lutando para lidar com a grandeza da catástrofe que matou ao menos 582 pessoas na região norte do Rio de Janeiro, segundo o mais recente balanço do governo. Cemitérios em Teresópolis estão dominados pela dor, em meio ao grande número de corpos, e nas áreas mais isoladas os próprios moradores tiveram que enterrar as vítimas. Autoridades do necrotério em Teresópolis, onde o número de mortos chega a 253, estão usando dois caminhões refrigerados --normalmente utilizados para o transporte de peixes-- para manter dezenas de corpos que ainda não foram identificados. Muitos moradores temem que parentes ainda estejam soterrados sob a água, lama e pedras que abriram um caminho de destruição em alguns vilarejos nos arredores da cidade, sugerindo que o número de mortos poderia aumentar consideravelmente. Autoridades não deram estimativas do número de desaparecidos. Wemerly Moraes, de 37 anos, estava aguardando sua esposa em frente ao necrotério na manhã de sábado para identificar um corpo que poderia ser do filho de dois anos de sua irmã, cujo corpo já foi enterrado. - Isso ocorreu na manhã de quarta-feira. Quando eu fui lá na quinta-feira, ainda não havia ninguém trabalhando para encontrar as vítimas -, disse o trabalhador de 37 anos. Teme-se que cerca de metade das vítimas do desastre sejam crianças, disse a ONG Save the Children.
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