O consumo na Região Metropolitana do Rio de Janeiro atingiu, em fevereiro, o maior índice desde o início de 2003. A pesquisa Consumo de Bens Duráveis, coordenada pelo Instituto Fecomércio-RJ, revelou que 46,58% dos 3.149 moradores da região entrevistados em fevereiro fizeram aquisição de produtos duráveis. O percentual não era tão alto desde janeiro de 2003 (46,69%) e supera o de dezembro do ano passado (44,74%), mês que é considerado o melhor para o comércio, e o de janeiro deste ano (45,53%). Em fevereiro do ano passado, o percentual de entrevistados que tinham comprado bens duráveis foi de 39,20%.
O acompanhamento da pesquisa mostra que o consumo vem crescendo desde meados de 2004 e se mantém mais alto na faixa com renda acima de oito salários mínimos - 51,19% dos entrevistados adquiriram bens em fevereiro deste ano, contra 45,82% de fevereiro do ano passado. O percentual de fevereiro ficou um pouco abaixo do de janeiro(52,89%), mas também superou o de dezembro do ano passado (50,68%).
Apesar do nível menor, o aumento do consumo se mostra mais intenso na faixa com renda de até oito salários mínimos - 43,28% compraram bens em fevereiro, contra 34,46% em igual período do ano passado e 40,26% de janeiro deste ano. O percentual de fevereiro deste ano também superou o de dezembro (40,48%).
Na faixa com renda acima de oito mínimos, a intenção de consumir dentro dos próximos seis meses foi citada,em fevereiro deste ano, por 32,72% dos entrevistados, menos do que os 35,39% de fevereiro de 2004. Na faixa com renda menor, de até oito mínimos, o interesse em consumir foi mais expressivo em fevereiro deste ano: 33,20%. Nesse caso, o percentual superou o de fevereiro de 2004 (32,26%).
Em fevereiro deste ano, os eletrônicos foram novamente os produtos mais consumidos, sendo citados por 48,19% dos entrevistados que adquiriram bens duráveis. Em seguida, apareceram os eletrodomésticos, com 22,80% e os móveis,com 15,47%. Na faixa com renda de até oito mínimos, a ordem de preferência é a mesma: eletrônicos (48,47%, percentual acima da média), eletrodomésticos(22,11%) e móveis (19,75%, também acima da média). Já na faixa com renda acima de oito mínimos, os eletrônicos também são os mais comprados (47,79%), seguidos por eletrodomésticos (23,77%), mas em terceiro lugar aparecem os veículos(13,46%).