O jornalista russo Maksim Shevchenko opinou que na Rússia há lugar para cerca de 5 ou 10 mil refugiados sírios, nomeadamente para circassianos sírios.
O Conselho presidencial para os Direitos Humanos e Sociedade Civil (SPCh na sigla em russo) tem planos de apelar ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o pedido de abrir a via para refugiados da Síria. Maksim Shevchenko, membro do SPCh e jornalista russo, foi quem preparou a carta respectiva.
Shevchenko explicou que na realidade circassianos sírios é o povo autóctone do norte do Cáucaso.
- O Cáucaso tem bastantes territórios livres. Estes principalmente pertencem a adigueus, (Repúblicas russos) Carachai-Circássia, Cabárdia-Balcária, Adiguésia, região de Krasnodar.
O jornalista explicou que os refugiados, especialmente circassianos sírios (que também se chamam de adiguésios ou adigueus) são vistos pela polícia como a ameaça.
- O centro de combate ao extremismo do Ministério do Interior russo opina que há ameaça. Mas este povo tem alto nível de responsabilidade social e civil. É muito difícil mudar. Para aceitar os refugiados, precisamos de vontade política, de uma ordem presidencial.
A chefe da comissão da Câmara Civil da Rússia, Elena Sutormina, comentou a declaração do jornalista sublinhando que não existe a necessidade de uma diretiva presidencial para receber os refugiados sírios:
- Temos a Lei sobre Refugiados, e em um modo geral eles podem apelar, ninguém os restringe. Não há necessidade de quaisquer ações especiais, de abertura da fronteira.
Mais cedo o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que o problema de refugiados deve ser tarefa dos países responsáveis pelos conflitos (ocidentais, em vários casos, no caso concreto da Síria, apoiaram a oposição armada na tentativa de derrubar o governo de Bashar Assad). Mas a iniciativa apresentada por Shevchenko mostra que a Rússia tem vontade de ajudar resolver o problema migratório.
Vale lembrar que a Rússia tem advogado pela pacificação do conflito na Síria, insistindo na necessidade de parar de intrometer-se em assuntos internos da Síria por outros países.