Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Reformas financeiras propostas por Obama seguem adiante

Quarta, 28 de Outubro de 2009 às 08:45, por: CdB

O governo de Barack Obama segue adiante em sua tentativa de reformar o sistema financeiro dos Estados Unidos, ao apresentar um projeto para enfrentar o risco sistêmico na economia e obter a aprovação de um comitê do Congresso para uma medida que expõe os fundos de hedge a uma maior supervisão do governo. A proposta de lei do risco sistêmico daria vastos poderes a um novo conselho regulatório, ao Federal Reserve e ao Federal Deposit Insurance Corp. para monitorar e administrar riscos para a estabilidade econômica.

As empresas avaliadas com pouco capital pelo conselho poderiam ser reestruturadas ou mesmo fechadas. Executivos poderiam ser demitidos, a exposição ao crédito seria limitada, os pagamentos de bônus seriam restringidos e aquisições e fusões seriam bloqueadas. A iniciativa também tentaria levar os custos de futuros esforços de estabilização financeira para a indústria e não para os contribuintes, ao forçar as empresas financeiras com mais de US$ 10 bilhões em ativos a pagar por qualquer perda ocasionadas por ações do Federal Deposit Insurance Corp para resolver problemas de empresas fracas.

Se aprovada no Plenário do Congresso, a proposta de lei seria o ponto central dos esforços dos democratas de melhorar a supervisão dos bancos e dos mercados de capital. Outra parte das reformas planejadas por Obama – exigir que fundos de hedge e empresas de private equity se registrem com o governo – ganhou aprovação de um comitê do Congresso nesta quarta-feira. O comitê já aprovou leis para formar uma nova agência para proteger consumidores de hipotecas e dos cartões de crédito.

Situação 'melhor'

No campo econômico, a situação dos EUA dá sinais de reativação e o sistema financeiro do país "está melhor", mas a situação ainda é frágil, disse na véspera o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, em conferência na cidade de Nova York.

– Há sinais de um início de reativação muito mais rápido que o previsto e mais veloz que nas recessões precedentes – afirmou Geithner.

O sistema financeiro "está melhor", mas a situação ainda não foi definida, avaliou Geithner. Os bancos regionais, em particular, "enfrentam um ambiente difícil, dependem mais de outros bancos e têm mais dificuldades para obter crédito". Segundo ele, as "estatísticas sobre a confiança" das empresas e dos consumidores "melhoram, o custo do crédito caiu e as grandes empresas já podem obter dinheiro com mais facilidade".

O secretário estimou que a economia americana "ainda não precisa" de um novo plano de reativação, e disse que o Congresso prepara "várias coisas, incluindo a ampliação do prazo do pagamento do seguro desemprego", além de "medidas fiscais".

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