O senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu nesta sexta-feira a aprovação de uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) dentro da proposta de reforma tributária.
— CPMF como imposto permanente dentro da reforma tributária, claro que sim —, disse o peemedebista.
Apesar de ter votado favoravelmente à prorrogação do imposto, Simon avalia que, da forma como era, a CPMF "já morreu". Ele criticou o PSDB, que aceitou negociar a recriação da CPMF por apenas um ano.
— É irracional. Não dá para entender o PSDB dizendo que dá para recriar. A CPMF morreu. Não há o que fazer. Agora tem de fazer a reforma tributária —, comentou.
O senador explicou que, de opositor da continuidade da cobrança, passou a ser favorável ao imposto porque o governo encaminhou uma proposta de prorrogação da CPMF por apenas um ano poucos minutos antes da votação da matéria, na última quarta-feira.
— Iria votar contra a CPMF porque o governo não negociou, falava que ia destinar tudo para a saúde e não ia. De repente, mudou tudo. O governo fez um ato de contrição e falou em um ano de CPMF e na reforma tributária. De repente eu vi que era certo —, disse.
— Na hora H o governo apresentou uma proposta. Não sei se era certo, mas tínhamos de analisar —, acrescentou.
O parlamentar ainda defendeu que o Senado tenha um diálogo claro sobre o assunto com a Câmara.
— A reforma tributária começa a tramitar na Câmara e eu ainda não sei a opinião do presidente da Câmara —, afirmou.
Reforma tributária tem que incluir nova CPMF, defende Simon
Sexta, 14 de Dezembro de 2007 às 13:55, por: CdB