Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Reforma tributária só vai para o Congresso depois de CPMF, diz Mantega

Segunda, 26 de Novembro de 2007 às 15:13, por: CdB

 A coordenação política do governo decidiu nesta segunda-feira, em reunião, adiar a apresentação da proposta de reforma tributária, que deveria ser encaminhada ao Congresso Nacional até o próximo dia 30, conforme havia dito o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, segundo quem, a intenção é não colocar o tema em pauta no mesmo momento em que o Legislativo discute a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

— Queremos primeiro tirar uma questão de cena para depois entrarmos com a outra —, disse o ministro, ao informar que a mudança de planos foi sugerida pelos líderes que compõem a base aliada do governo.

— A reforma tributária é muito positiva para o país, agrada a grande maioria. Mas pode ter uma voz discordante, pode ter um senador que não goste de um ponto. Então é melhor postergá-la —, acrescentou.

Segundo Mantega, a proposta já está pronta e trará pontos positivos para os estados e a sociedade como um todo.

— Mas agora  vamos concentrar todos os nossos esforços para a aprovação da CPMF —, reiterou.

Sobre essa questão, o ministro admitiu que, caso os senadores votem contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga o imposto até 2011, até mesmo o superávit primário poderá ser sacrificado.

— Vamos continuar nos esforçando para ter um equilíbrio fiscal e para fazer o superávit fiscal que está comprometido. Agora, é claro que se você ficar sem R$ 40 bilhões de uma hora para outra, isso pode nos afetar também na questão do superávit —, disse, referindo-se à estimativa de arrecadação da CPMF em 2008.

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