A discussão sobre a reforma sindical avançou, nesta quinta-feira, nas discussões que acontecem no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho, em curso nesta capital. Segundo o secretário de Organização da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, o objetivo das mudanças em curso não é acabar com as 14 centrais sindicais existentes no país, "mas criar centrais com representatividade em nível regional e, em alguns casos, no âmbito estadual", disse.
- O objetivo da reforma não é acabar com nenhuma central. A regra é que apenas as centrais com representatividade nacional estarão autorizadas a comandar negociações em nível nacional - afirmou Santos.
Entre os critérios para o realinhamento da militância sindical brasileira estão a sindicalização de pelo menos 18% dos trabalhadores da base de representação dos sindicatos e a filiação de trabalhadores em sindicatos com presença no mínimo em 18 unidades da Federação contemplando as cinco regiões.
- Esses dois critérios são fáceis de se cumprir. e necessários para reconhecer uma central como nacional. Mas nada impede a existência de uma central regional ou estadual - afirmou Santos.