O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que a aprovação do relatório da reforma da Previdência na madrugada desta quarta-feira não representou uma "ferida de morte" para o texto.
A emenda do relator José Pimentel (PT-CE), com mudanças no relatório final, foi aprovada no plenário da Câmara dos Deputados com 358 votos a favor, 126 contra e 9 abstenções.
— O Congresso é soberano e vamos respeitar. Eu acredito que o texto aprovado ainda traz benefícios, talvez não na profundidade que nós gostaríamos e pela qual nós trabalhamos. Mas a reforma não foi, de forma alguma, ferida de morte. Ela traz avanços importantes. E reformar é isso, é avançar. Se não foi possível fazer uma reforma por 20 ou 30 anos, que seja para 11 anos. Daqui a 11 anos, teremos que fazer uma nova reforma. E a vida é isso, é caminhar para frente e não para trás — afirmou o governador mineiro.
Aécio afirmou que não iria se estender nos comentários, com o objetivo de se "resguardar" para a reunião de sexta-feira com o presidente da República. Antes, os governadores representantes das cinco regiões devem conversar com os presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-MA), além de líderes partidários.
O relatório aprovado sofreu quatro alterações em relação à versão final do relator, incluindo o subteto para os Judiciário nos estados de 85,5% do que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal, e a integralidade das pensões até R$ 2,4 mil.
'Reforma não foi ferida de morte', diz Aécio
Quarta, 06 de Agosto de 2003 às 14:09, por: CdB