O secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, se reunirá nesta sexta-feira com a diretoria de Engenharia da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o Aeroporto Internacional Tom Jobim, para discutir o plano de revitalização dos terminais 1 e 2 e da reforma no pátio, pista e sistema de sinalização.
Na reunião, o diretor de Engenharia da Infraero, Severino Pereira, vai apresentar detalhes do cronograma físico e financeiro das obras, orçadas em R$ 400 milhões.
Ainda nesta sexta-feira, o secretário Julio Lopes acompanha encontro dos deputados federais que compõem a bancada do Rio com o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.
Os dois encontros serão na Superintendência da Infraero, no prédio da administração do aeroporto.
Na quarta-feira o governador Sérgio Cabral propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a administração do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, e do Porto do Rio, no Centro da cidade, passe para o governo estadual que, em parceria com a iniciativa privada, promoveria as reformas urgentes e necessárias nesses dois terminais. A informação foi dada pelo governador ao sair de um seminário no jornal O Globo. Segundo ele, o presidente da República recebeu a proposta favoravelmente, mas ainda não deu uma resposta.
– Ele está desejoso, mas age com a cautela necessária, pois como presidente tem de ouvir todos os lados. A maioria de portos e aeroportos do mundo é administrada pelo município ou estado em que estão localizados ou, principalmente, em parceria com uma empresa, mas com uma gestão empresarial, o que faríamos aqui, se assumíssemos esta tarefa. Convidaríamos uma empresa privada para administrar os terminais. Com a Infraero não sai nada – comentou Cabral na ocasião.
E candidatos não faltarão. Segundo o governador, em recente viagem de uma missão empresarial do estado à Alemanha sob sua liderança, a empresa alemã Fraport manifestou interesse em assumir a administração do Tom Jobim. Cabral disse que vai encaminhar à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o desejo da empresa.