A prmeira equipe de 20 médicos gaúchos que vêm ao Rio de Janeiro reforçar o atendimento a pacientes com dengue só deve chegar neste domingo à noite. De acordo com informações do governo do Rio Grande do Sul, eles embarcam às 20h30 na capital, Porto Alegre.
A partir desta segunda-feira passam a integrar equipes nas tendas de hidratação na Gávea, zona sul, para pacientes do Hospital Miguel Couto e no Méier, zona norte, para o Hospital Salgado Filho, como explicou o secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes.
Segundo nota do governo gaúcho, há possibildade também de os médicos trabalharem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) montadas na Penha, zona norte, onde a incidência de dengue é alta.
A equipe gaúcha que chega hoje à noite é formada por médicos da rede pública e privada e deve ficar no Rio por 15 dias. Durante o período, os gastos com hospedagem e alimentação serão custeados pelo governo estadual, que pagará também R$ 500 por plantão de 12 horas.
No Rio, 67 pessoas morreram com dengue desde o começo do ano e mais de 57 mil adoeceram. Neste sábado atendimento na rede foi tranqüila. A prefeitura ampliou o número de postos de saúde: abriu 40 a mais. Hoje, 28 unidades atendem. Nos últimos domingos, cinco abriram as portas.
Hospitais
A procura por atendimento médico no Rio transcorre normalmente nos hospitais e postos de saúde ao longo deste domingo. No posto Milton Fontes, em Engenho de Dentro, zona norte, recebeu 80 pessoas, segundo os médicos plantonistas.
A unidade de Engenho de Dentro teve o horário ampliado para atendimento pela primeira vez. Até o último final de semana, fechava às 11h, hoje encerrou às 17h. Neste fim de semana, dos 145 postos da prefeitura, 95 ficaram abertos, 40 a mais que o normal.
Nos Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte, e no Hospital Geral de Bonsucesso, ligado ao governo federal, a procura por atendimento também estava tranqüila. Já no Hospital Estadual Getulio Vargas, na Penha, alguns pacientes reclamaram da lotação.
- Está muito cheio, tem gente sentada nas cadeiras tomando soro porque não tem vaga - contou a aposentada Ereni Pereira, que acompanhava a neta.
Mas apesar das reclamações, comerciantes e moradores afirmaram que o movimento estava menor do que ao longo da semana.
No Hospital de Campanha da Aeronáutica, o único das três unidades das Forças Armadas que recebe diretamente pacientes com dengue, o atendimento foi normal. Na Barra da Tijuca, onde está localizado, foram recebidos 200 doentes, enquanto a capacidade é de 400, número alcançado durante a semana.