Nas eleições de janeiro, insurgentes conduziram dezenas de ataques fatais e o comparecimento dos sunitas foi baixo.
No sábado, mais de 60% de eleitores compareceram às urnas em sete das 18 províncias iraquianas para votar no referendo sobre a constituição, segundo autoridades eleitorais.
Entre essas sete províncias com alto comparecimento às urnas, três são de maioria sunita, o que pode levar à rejeição da Carta iraquiana.
A Carta é vista por muitos como um instrumento para dividir o país e afastar os sunitas dos recursos provenientes do petróleo, extraído de áreas onde a maioria da população é curda ou xiita.
Para conseguir impedir a aprovação da nova Carta, os sunitas precisam que dois terços dos votos em pelo menos 3 das 18 províncias iraquianas sejam pelo "não".
Resultados parciais devem ser divulgados em cinco dias; e o resultado final deve sair em cerca de uma semana.
Ataques
No pior incidente do dia, três soldados iraquianos foram mortos na explosão de uma bomba em uma cidade que fica a nordeste de Bagdá.
Na capital, um civil foi morto e outros ficaram feridos alvos de diferentes ataques.
O presidente Jalal Talabani e o primeiro-ministro Ibrahim al-Jafaari foram os primeiros a depositar seus votos.
Mais de 6 mil postos de votação funcionaram neste sábado em meio a um forte esquema de segurança.
Soldados e policiais iraquianos e tropas estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos foram mobilizados para evitar ataques rebeldes.
Medidas adicionais de segurança também foram adotadas, como o fechamento das fronteiras iraquianias e a proibição do tráfego de veículos particulares em diversas áreas.
Em Bagdá, a votação começou com boa parte da cidade ainda sem eletricidade, interrompida por uma série de ataques rebeldes na noite de sexta-feira.
A população já se acostumou a freqüentes apagões em Bagdá. Mas a ação coordenada pouco antes da votação é mais um sinal do poder dos insurgentes, apesar da segurança reforçada numa operação especial para proteger o referendo.