Os uruguaios rejeitaram a proposta do governo de privatizar parcialmente o setor petrolífero do país, mostraram nesta segunda-feira os resultados finais de uma votação realizada no domingo.
O referendo nacional anulou a lei que encerrava o monopólio da estatal petrolífera ANCAP sobre as importações e exportações de petróleo e permitia que ela estabelecesse joint-ventures com empresas privadas.
Com todos os votos contabilizados, 60,2 dos eleitores optaram pela anulação da lei, enquanto 35,4 por cento gostariam de mantê-la. Os votos restantes são brancos ou nulos. A votação foi obrigatória.
Inúmeras vezes considerado a "Suíça da América do Sul" por conta de sua notável estabilidade financeira, a economia do Uruguai contraiu-se 10,8 por cento em 2002, a maior queda em 20 anos. A crise foi em grande parte um efeito do pânico financeiro ocorrido na Argentina e no Brasil.
O presidente Jorge Batlle acredita que a economia irá se recuperar no próximo ano, mas analistas afirmam que a decisão do referendo poderá enfraquecê-lo ainda mais durante seu último ano no poder.