Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Refém sul-coreano planejava voltar para casa

Segunda, 21 de Junho de 2004 às 08:14, por: CdB

Kim Sun-il disse recentemente à sua mãe para não se preocupar com sua segurança. Agora, militantes iraquianos ameaçam decapitar o empresário sul-coreano. Nesta segunda-feira, seu apelo desesperado de "não quero morrer" foi transmitido diversas vezes pelas TVs da Coréia do Sul, comovendo muitos compatriotas, em sua maioria contrários ao plano do governo de enviar soldados para o Iraque.

"Ele deveria ser libertado por meio de negociações. Ele deveria ser salvo", afirmou chorando, ao canal YTN, da Coréia do Sul, o pai de Kim, Kim Jong-kyu. "Minha vida vai se acabar sem ele".
Os militantes, em exigências mostradas pela primeira vez no canal árabe Al Jazeera, disseram que o país asiático deveria desistir de seus planos de enviar soldados para o Iraque. O prazo de 24 horas dado pelo grupo começou a contar no domingo à noite. O governo sul-coreano, no entanto, afirmou que daria continuidade a seus planos.

Sétimo de oito filhos, Kim trabalhava no Iraque havia um ano como intérprete, disse a agência de notícias Yonhap. O sul-coreano, que é cristão, também fazia um trabalho de evangelização no país árabe.


"Não se preocupe comigo, mãe. Estou me sentindo bem", disse Kim quando conversou com sua mãe pela última vez, por telefone, em abril.

Kim nasceu em setembro de 1970 e se formou em língua árabe na Universidade Hankuk para Estudos Estrangeiros, em fevereiro de 2003. Antes, o sul-coreano tinha se formado em inglês na Universidade Youngsan e em teologia na Universidade Kyungsung."Ele é introvertido e amável. E estuda muito", disse a mãe dele ao canal YTN.

Kim pretendia voltar para a Coréia do Sul em julho para celebrar o aniversário de 70 anos do pai. O sul-coreano trabalha para a Gana General Trading, uma empresa com 12 funcionários que fornece produtos para os militares norte-americanos. Ele foi sequestrado no dia 17 de junho.

Tags:
Edições digital e impressa