Militantes da Al Qaeda decapitaram o engenheiro norte-americano Paul Marshal Johnson Jr., que vinha sendo mantido refém desde a semana passada, informou a rede de televisão Al Arabyia na sexta-feira. Ele trabalhava num sistema para helicópteros Apache, contratado pela empresa Lockheed Martin.
A emissora citou seu correspondente na Arábia Saudita sem dar mais detalhes.
- Como prometemos aos mujahedin (guerreiros sagrados), decapitamos o refém americano Paul Marshall após o ultimato dado pelos mujahedin ao governo tirânico saudita - disse uma declaração publicada no site Al-Islah e assinada pela Organização da Al-Qaeda na Península Arábica.
- Este ato de vingança é para curar os corações dos crentes na Palestina, no Afeganistão, no Iraque e na Península Arábica. Essa é a voz de Deus se levantando em fúria contra o tratamento de muçulmanos em Abu Ghraib, Al-Hair, Guantánamo, Ruwais e outras - diz o texto, referindo-se ao escândalo de tortura em prisões iraquianas e à detenção de radicais na Arábia Saudita e na base naval de Guantánamo, em Cuba.
A organização havia anunciado que mataria o engenheiro caso o governo saudita não libertasse alguns de seus militantes que estão presos no país. Johnson é o segundo americano degolado pelo grupo de Osama bin Laden em pouco mais de um mês. Em maio, no Iraque, o pequeno empresário Nicholas Berg foi decapitado e sua morte bárbara foi exibida em um vídeo publicado na internet.