Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Reestruturação da Brasil Ferrovias terá aporte de mais de R$1 bi

Sábado, 16 de Abril de 2005 às 06:28, por: CdB

O plano de reestruturação da Brasil Ferrovias, holding que reúne três empresas do setor, deverá ser concluído nas próximas semanas, informou nesta sexta-feira o presidente do Fundo de Pensão da Caixa Econômica Federal (Funcef), Guilherme Lacerda. O investimento estimado é superior a 1 bilhão de reais.

Junto com a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) a Funcef capitalizará as ferrovias em 400 milhões de reais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participará com outros 400 milhões de reais, como sócio, e ainda financiará cerca de 300 milhões de reais para melhorias na Ferronorte, Ferroban e Novoeste, que passam por São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Após encerrado o processo de reestruturação, que pode levar até quatro anos, os fundos de pensão pretendem abrir o capital da Ferronorte.

- Enquanto estamos fazendo a reestruturação, começaremos a discussão também da abertura de capital da Ferronorte e a expansão da Novoeste - disse Lacerda a jornalistas.

No caso da Novoeste, depois da reestruturação da Brasil Ferrovias os fundos pretendem investir 1,5 bilhão de reais, aumentando sua extensão em 262 quilômetros, do Alto Araguaia até Rondonólis, no Mato Grosso, em obra de dois anos. O montante inclui verba para a compra de 50 locomotivas e mais de 2 mil vagões.

A Brasil Ferrovias tem entre seus acionistas, além dos fundos de pensão, JP Morgan, Constran, Laif e Bradesco. Só vão participar da capitalização das ferrovias Funcef, Previ e BNDES.

Lacerda informou ainda que nos próximos meses será lançado um fundo de investimentos em infra-estrutura de 575 milhões de dólares, sendo 75 milhões de dólares do BID e o restante dos fundos de pensão. Apenas a Funcef será responsável por 160 milhões de dólares, segundo Lacerda.

O fundo, que terá gestão do ABN Amro, vai investir em projetos de logística, com foco principalmente em estradas e portos, "que possuem menos risco", disse o executivo.
Até abril, segundo Lacerda, os fundos de pensão entregam para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o regulamento para aprovação do fundo em infra-estrutura, com estimativa de início da operação em junho. O retorno previsto é de IGP mais 9,2 por cento ao ano. Após o início do projeto, as perspectivas de ganhos vêm da operação - como, por exemplo, o pedágio na caso das rodovias.

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