Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Reeleição, hoje um problema para os tucanos

Quarta, 02 de Março de 2011 às 08:05, por: CdB

Do total de 11 itens da pauta de discussões da Comissão do Senado de Reforma Política, manifestei, e já é conhecida minha posição contrária ao fim da reeleição, à candidatura avulsa (lançada independente de partido), ao fim do voto obrigatório e sua substituição pelo facultativo (vejam post acima).

Desde que não sejam a instituição do distritão e do voto distrital puro, todas as outras mudanças terão nosso apoio e quero reafirmá-lo. O voto em lista e o distrital misto proporcional são os mais adequados à realidade brasileira. Idem para o financiamento público de campanhas eleitorais, a fidelidade partidária e a continuidade da reeleição do presidente da República e demais ocupantes de cargos executivos.

A reeleição tem instituição recente no país. É de 1998 e mostrou-se uma medida correta. Os tucanos beneficiaram-se dela como nunca, e como ninguém. Agora, por puro casuísmo, querem derrogá-la.

Na manutenção do princípio da reeleição, eles têm o grande problema de precisar fazer a fila presidencial tucana andar. Precisam compatibilizar as posições inarredáveis do ex-candidato derrotado, José Serra (PSDB-DEM-PPS), e do senador Aécio Neves que pretendem, ambos, ser o candidato do PSDB ao Planalto em 2014.

Mas, centrar-se em questões como estas - fim da reeleição, voto facultativo, candidatura avulsa - e em outras que tem o agravante de dependerem de reforma constitucional não ajuda na reforma, já que não são consensuais e precisam de quórum qualificado e duas votações para serem aprovadas.

 

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