Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Redução generalizada da economia faz BC rever taxa de crescimento para 2009

A estimativa do Banco Central para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto-PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi revisada de 3,2% para 1,2%. A informação consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta segunda-feira, pelo Banco Central. (Leia Mais)

Segunda, 30 de Março de 2009 às 09:00, por: CdB

A estimativa do Banco Central para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto-PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi revisada de 3,2% para 1,2%. A informação consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta segunda-feira, pelo Banco Central. Segundo o relatório, a retração é “consistente com a evolução na margem dos principais indicadores do nível da atividade da economia brasileira e com a deterioração das expectativas, registradas no início deste ano”.

Segundo o BC, a revisão reflete "reduções generalizadas" na indústria, na agropecuária e no setor de serviços. Em relação ao cenário internacional, a autoridade afirmou que as perspectivas "seguem indefinidas". Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o BC vê a taxa a 4%, abaixo do centro da meta de 4,5%. O cenário anterior apontava taxa de 4,7%.

"Cabe destacar que o recuo da projeção de inflação ao longo de 2009 e de 2010 reflete, fundamentalmente, os efeitos da elevação da ociosidade dos fatores de produção observada no quarto trimestre de 2008, que se sobrepõe aos efeitos da redução da taxa básica de juros", afirmou o documento.

"As reduções projetadas para os preços no atacado de produtos industriais relevantes na cadeia produtiva e o esgotamento da influência de fatores sazonais deverão impactar favoravelmente a evolução dos preços ao consumidor", acrescentou.

Para 2010, a projeção é de inflação de 4%, desacelerando a 3,9% no primeiro trimestre de 2011. Os números previstos pelo BC são melhores que os esperados pelo mercado, que, segundo o relatório Focus divulgado nesta manhã, vê estagnação econômica e inflação de 4,32% neste ano.

Sem rupturas

O BC avalia, ainda no relatório, que a economia brasileira pode enfrentar a crise financeira internacional “sem rupturas”. Segundo o texto, esse enfrentamento não exige mudança de regime de política econômica do país, diferentemente do que ocorreu no início de 1999. De acordo o relatório, o sistema de metas de inflação, o ajuste fiscal e taxa de câmbio flutuante “está consolidado”.

“Além disso, a sólida posição financeira externa, com expressivo volume de reservas internacionais, os superávits comerciais e o financiamento externo baseado principalmente em investimento direto reforçam a avaliação de que as turbulências atuais poderão ser vencidas sem rupturas”, afirma o BC.

Tags:
Edições digital e impressa