A maioria dos países do G20 acredita que reduzir o déficit orçamentário é uma prioridade, disse nesta sexta-feira a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde.
– Há uma maioria que coloca a consolidação orçamentária como uma prioridade – disse ela a jornalistas.
Falando nos corredores de uma reunião de ministros das Finanças e banqueiros centrais do G20, Lagarde disse que o Banco Central Europeu (BCE) agiu com responsabilidade durante o surgimento da crise de dívida da zona do euro, e afirmou que o euro é uma moeda com credibilidade. O euro, enfraquecido por preocupações sobre a extensão da crise de dívida que rompeu quando a Grécia não pôde pagar sua dívida, caiu à mínima em quatro anos ante o dólar nesta sexta-feira, atingindo o menor patamar da história ante o franco suíço, com investidores citando a ausência dos esforços do banco central da Suíça para dar suporte à sua moeda.
O euro chegou a 1,3865 francos suíços, a pior performance desde o lançamento da moeda em 1999.
– Esperava-se que o banco central suíço estivesse a 1,4000, mas ele não estava – disse um operador em Londres.
O movimento levou o euro a cair também contra o dólar, para US$ 1,2090, menor nível em quatro anos.
Preocupação
Os principais formuladores de política do mundo expressaram preocupação nesta sexta-feira sobre a saúde da economia global, mesmo com os efeitos da zona do euro para conter sua crise de dívida. Falando antes de uma reunião de dois dias entre as 20 principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento (G20), o ministro do Planejamento da África do Sul, Trevor Manuel, disse não poder imaginar outro momento mais desafiador para o G20 que o atual.
A reunião do G20 será uma oportunidade para tomar decisões para afastar o fantasma de uma nova recessão, acrescentou ele.
– É importante que todos entendamos o quão frágil a economia está – disse ele a jornalistas.
O ministro das Finanças do Egito, Youssef Boutros-Ghali, afirmou que não acredita que os problemas financeiros da Grécia acabaram.
– Em segundo lugar... as medidas solicitadas a eles foram bastante duras. E em algumas regiões existem dúvidas sobre se eles serão capazes de continuar implementando essas medidas duras – acrescentou.
Os mercados internacionais têm mostrando turbulência em meio à crise europeia. Mas o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, expressou confiança de que a economia global é forte o suficiente para superar os problemas da zona do euro.
– A economia mundial entrou neste período de preocupação sobre a Europa com uma força e um crescimento econômico mais fortes do que muitas pessoas previam, e está em melhor posição para enfrentar isso – disse Geithner à rede sul-coreana de TV CNBC.