Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Redução de sal na adolescência reduz risco de doenças na idade adulta

A redução de 3 gramas no consumo diário de sal na adolescência reduz significativamente o risco de doenças cardíacas e derrames na idade adulta, disseram pesquisadores. Os cientistas projetaram que a redução de 3 gramas no consumo diário de sódio por adolescentes pode reduzir a hipertensão em 30 a 43% posteriormente.

Terça, 16 de Novembro de 2010 às 08:50, por: CdB

A redução de 3 gramas no consumo diário de sal na adolescência reduz significativamente o risco de doenças cardíacas e derrames na idade adulta, disseram pesquisadores. Com a ajuda de computadores, os cientistas projetaram que a redução de 3 gramas no consumo diário de sódio por adolescentes pode reduzir a hipertensão em 30 a 43% posteriormente. A hipertensão é uma doença comum, que pode passar anos sem causar sintomas, mas acaba acarretando problemas graves, inclusive infartos e derrames. Adolescentes que consomem menos sal também têm outros benefícios quando chegam aos 50 anos: redução de 7 a 12% nas doenças coronarianas, de 8 a 15% na incidência de ataques cardíacos, e de 5 a 8% na incidência de derrames, segundo dados apresentados na semana passada numa reunião da Associação Americana do Coração, em Chicago. A entidade recomenda que o consumo diário de sódio seja limitado a 1,5 grama. Os adolescentes norte-americanos consomem em média 3,8 gramas - mais do que qualquer outra faixa etária. Alimentos industrializados costumam conter muito sódio. Um saco de Doritos de queijo, por exemplo, tem 0,31 grama. A pizza é um dos piores vilões para o consumo excessivo de sal entre adolescentes, segundo o Centro Nacional de Estatísticas da Saúde. – O benefício adicional de um menor consumo de sal prematuramente é que podemos, assim esperamos, alterar as expectativas sobre que sabor os alimentos deveriam ter, idealmente para algo ligeiramente menos salgado –, disse Kirsten Bibbins-Domingo, principal autora do estudo e professora-associada de Medicina e Epidemiologia da Universidade da Califórnia, em San Francisco. – A maior parte do sal que comemos não vem do nosso saleiro, mas é sal já incorporado à comida que comemos –, acrescentou.

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