Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Rede mata mil mamíferos marinhos por dia, diz entidade

Quinta, 09 de Junho de 2005 às 07:32, por: CdB

Quase mil baleias golfinhos e outro mamíferos marinhos morrem diariamente em redes de pesca, e é urgente mudar os métodos dos pescadores para salvar nove populações ameaçadas, disse na quinta-feira a entidade ambientalista WWF.

Seu relatório - a primeira avaliação da situação feita por oceanógrafos de ponta, segundo a WWF - diz que a captura acidental de cetáceos durante a pesca é uma das ameaças mundiais mais graves aos mamíferos marinhos.

- Quase mil baleias, golfinhos e botos morrem a cada dia em redes e utensílios de pesca. Isso é um a cada dois minutos - disse Susan Lieberman, diretora do Programa Global de Espécies da WWF.

- Algumas espécies estão sendo levadas à beira da extinção. Uma ação urgente é necessária - disse ainda.

Por respirarem ar, os golfinhos e outros cetáceos se afogam quando são apanhados acidentalmente pelas redes. O O texto cita animais ameaçados em áreas tão distantes quanto o mar Negro, a costa da América do Sul, a África Ocidental e o Sudeste Asiático.

- A maioria das espécies na lista está ameaçada pelo uso difundido de um tipo de utensílio de pesca - a rede de emalhe", disse a WWF.

- Golfinhos têm dificuldades para ver essas redes ou detectá-las com seu sonar, por isso ficam presos na rede ou nas cordas atadas a ela - ressaltou.

Mas o relatório diz que as populações ameaçadas podem se recuperar se houver mudanças nos métodos de pesca e outras iniciativas de conservação.

- Entre 1993 e 2003, pescadores dos Estados Unidos introduziram mudanças, como modificações nos utensílios de pesca, que reduziram a pesca acidental de cetáceos para um terço dos níveis anteriores. Mas, até agora, poucas dessas medidas bem-sucedidas foram transferidas para outros países, e em grande parte do resto do mundo o progresso para reduzir a pesca acidental é lento ou inexistente - disse a WWF.

As inovações incluem a colocação de alarmes acústicos nas redes, para assustar os mamíferos marinhos.

A WWF diz que o relatório será entregue ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional, que se reúne neste mês na Coréia do Sul.

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