Experiências ligadas à geração de emprego e renda e à promoção da inclusão social nas regiões Norte e Nordeste estão entre as prioridades da Rede de Tecnologia Social, lançada nesta quinta-feira (14) pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com 11 entidades públicas, privadas e organizações não-governamentais (ongs). A informação é do ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, que participou do lançamento da rede. A iniciativa busca disseminar soluções criativas e de baixo custo, resultantes de parcerias entre comunidades e instituições que apóiam projetos sociais.
Durante o evento, o ministro lembrou que o Norte e Nordeste "acumulam os piores Índices de Desenvolvimento Humano" e disse que as duas regiões apresentam os maiores desafios sob o ponto de vista do desenvolvimento.
- A rede já tem projetos prioritários, sobretudo tecnologias que estão ligadas à realidade das regiões mais pobres do país. Essas teconolgias foram escolhidas exatamente por já terem sido testadas, experimentadas, e com grande êxito - acrescentou Campos.
Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, as prioridades para 2005 são a reaplicação dos sistemas Barraginhas, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa) e Mandala de Irrigação Alternativa, criado pela Agência Mandalla.
- Tecnologias sociais são soluções que somam o conhecimento e o saber popular com o conhecimento científico, produzindo resultados que tenham impacto social em necessidades de comunidades carentes, e esses são dois exemplos importantes - avaliou o presidente da fundação, uma das 13 entidades que compõem a rede.
Segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia, a expectativa é implantar 1,1 mil unidades do sistema Mandala em todo o país, ainda este ano. Aplicado inicialmente na Paraíba, o Mandala foi uma das iniciativas vencedoras do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil em 2003. A técnica combina a utilização de tecnologias de irrigação e produção agrícola de baixo custo.
O sistema, montado em formato circular, mantém no centro um pequeno lago para a criação de peixes e aves.
- Isso é feito com base nos princípios da permacultura, que traz o conceito da ecologia para o desenvolvimento de produção agrícola em pequenas unidades - explicou Jacques Pena.
As famílias beneficiadas melhoram o seu padrão de consumo de alimentos e comercializam o excedente.
Já o sistema Barraginha consiste na construção de pequenas barragens nas pastagens e lavouras, de maneira a impedir os danos provocados pelas enxurradas danosas. A técnica possibilita a captação de água superficial da chuva no semi-árido, assim como a recuperação de áreas degradadas. Nos últimos seis anos, mais de 25 mil barraginhas já foram construídas, em 225 municípios mineiros.
Rede de Teconologia Social vai priorizar experiências de geração de renda
Quinta, 14 de Abril de 2005 às 13:24, por: CdB