Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Rede de Tecnologia Social vai multiplicar experiências

Quinta, 14 de Abril de 2005 às 13:17, por: CdB

A Rede de Tecnologia Social poderá levar a outras regiões do país experiências com tecnologias criativas e de baixo custo, resultado de parcerias entre comunidades e instituições que apóiam projetos sociais. Lançada nesta quarta-feira (14), a rede é formada pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com 11 entidades públicas, privadas e organizações não-governamentais (ongs). Essas experiências utilizam o conhecimento popular, como a chamada Barraginha utiliza no semi-árido para armazenar água de chuva.

Dos 13 órgãos e entidades compõem a rede, seis deverão investir este ano pelo menos R$ 2 milhões na iniciativa: ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Petrobras.

Durante o lançamento da rede, o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, destacou que a atuação nas regiões Nordeste e Norte está entre as prioridades para este ano.

- Acreditamos que o trabalho da rede possa contribuir para que o crescimento econômico do Brasil se afirme de maneira equilibrada no território nacional e possa ajudar a reduzir as desigualdades regionais - salientou.

Campos também ressaltou que a iniciativa parte do princípio de valorização do conhecimento popular.

- Muitas dessas tecnologias sociais vieram de pessoas que não tiveram condições de freqüentar uma universidade, nem um laboratório, nem nunca tiveram uma bolsa de estudos. Mas a necessidade fez com que suas imaginações gerassem técnicas que os técnicos não conseguiram compreender que fossem possíveis.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, as principais contribuições da rede serão evitar a duplicação de esforços e o desperdício de recursos. Ele explicou que um comitê coordenador será encarregado de avaliar as tecnologias.

- O principal objetivo da rede é aplicar em escala experiências bem-sucedidas já existentes em algum ponto do país, que tenham o reconhecimento sobretudo das instituições que compõem o comitê coordenador - afirmou.

Segundo Penna, esse comitê também definirá em que locais as tecnologias serão reaplicadas, assim como as instituições parceiras e os recursos a serem investidos.

A criação da rede já vinha sendo planejada há mais de um ano. Nesse período, a iniciativa teve a adesão de várias instituições governamentais e não governamentais e atualmente engloba mais de 50 entidades públicas, privadas e ongs.

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