Com o amadurecimento da política industrial e tecnológica nacional, que definiu quatro setores estratégicos para investimento, benefício e incentivo, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinará este ano R$ 400 milhões em créditos para as empresas, oriundos de recursos próprios e de outros fundos. A informação é do presidente da entidade, Sergio Rezende.
Ele disse que as quatro áreas definidas pela nova política industrial e tecnológica - software, semicondutores e o complexo eletrônico, bens de capital e fármacos e medicamentos - serão priorizadas pela Finep para concessão de crédito. Isso não significa, porém, que as demais áreas não poderão ser contempladas, observou Rezende.
O orçamento total da Finep para este ano é de R$ 1 bilhão, revelou o presidente. Em relação ao Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc), criado em 1995 e relançado em 2003, Rezende afirmou que a meta agora é captar recursos suficientes para a alavancagem de mais projetos.
Na última reunião de 2003 do Comitê Gestor do Fundo Verde- Amarelo, foi designada uma comissão de três membros que visitará, em companhia do secretário de Economia Solidária, Paul Singer, algumas experiências bem sucedidas. Em decorrência dessas visitas, a questão do financiamento para o Programa volta a ser abordada na próxima reunião do Comitê Gestor em data ainda a ser marcada, disse Rezende.
A Finep foi a primeira financiadora do Proninc, tendo investido desde sua criação cerca de R$ 8 milhões em seis incubadoras que geraram, de acordo com números de 1999, um total de 65 cooperativas populares e 2,5 mil postos de trabalho. O objetivo do Proninc é levar o conhecimento e tecnologia das universidades para a população com baixos índices de escolaridade e renda, proporcionando benefícios por meio de recursos de ciência e tecnologia.
Recursos da Finep para as empresas chega a R$ 400 milhões
Sexta, 09 de Janeiro de 2004 às 14:20, por: CdB