Um impacto positivo menor por conta da variação cambial e um menor resultado operacional, além da adesão a programa de parcelamento de dívidas tributárias (Refis) fizeram com que a Braskem encerrasse o quarto trimestre com prejuízo menor que o sofrido um ano antes. A companhia informou nesta quarta-feira prejuízo líquido de R$ 893 milhões nos três últimos meses de 2009, contra perdas de R$ 2,138 bilhões do mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre do ano passado, a maior petroquímica da América Latina teve lucro de R$ 645 milhões.
A variação cambial gerou ganho contábil de R$ 497 milhões, enquanto o impacto do Refis foi negativo em R$ 638 milhões. No acumulado de 2009, a companhia obteve lucro líquido de R$ 917 milhões ante prejuízo de R$ 2,5 bilhões em 2008.
"Ainda que a adesão ao Refis tenha impactado negativamente o lucro líquido no quarto trimestre, o bom desempenho operacional e a apreciação do real perante o dólar proporcionaram a recuperação dos resultados", afirma a Braskem no balanço.
A empresa divulgou que prevê investir R$ 1,1 bilhões em 2010, sem considerar as recém adquiridas Quattor e Sunoco Chemicals, após aplicar R$ 894 milhões em 2009. Os investimentos contemplam expansão de capacidade, novos projetos e paradas programadas.
"Uma das prioridades de 2010 será a consolidação e a captura das sinergias da integração dos ativos petroquímicos da Quattor e da Sunoco Chemicals", afirmou a companhia no balanço.
A geração de caixa da Braskem medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 6%, de R$ 577 milhões para R$ 614 milhões. Em comparação ao terceiro trimestre, entretanto, foi observada queda de 27%. Em 2009 o Ebitda foi de R$ 2,475 bilhões, estável em relação ao ano de 2008. "A manutenção do Ebitda foi possível devido recuperação das vendas de resinas e petroquímicos básicos, maior eficiência operacional de plantas e esforços das equipes em reduzir custos", afirma a Braskem.
A margem Ebitda subiu de 13,5% no quarto trimestre de 2008 para 14,4% nos três últimos meses de 2009. No ano, o indicador subiu 2,8 pontos percentuais, para 16,2%. A receita líquida da petroquímica somou R$ 4,253 bilhões, estável em relação ao mesmo período de 2008 e alta de 5% ante o trimestre imediatamente anterior. No acumulado do ano, o faturamento recuou 18%, para R$ 15,248 bilhões.