Nem o Waldorf Astoria, em Nova York, salva-se de causar aborrecimentos aos hóspedes por erros administrativos
Se, em novembro deste ano, as despesas dos brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,874 bilhão, parte deste resultado se deve aos erros nos sistemas de reserva em hotéis e companhias aéreas que, no mínimo, retém parcela do dinheiro dos clientes ao longo de um mês ou mais tempo. Parte desta razão deve-se ao fato de que o custo jurídico de uma ação contra os sites de turismo, os hotéis e as empresas de aviação, segundo especialista ouvido pela reportagem do Correio do Brasil, "é mínimo para estas empresas".
– Caso, por um erro qualquer, ocorra a duplicidade no pagamento da hospedagem em um hotel, a quantia que o hóspede lesado receberá, após uma série de ações jurídicas, muitas vezes em nível internacional, é exatamente a mesma devida na época, sem qualquer correção. E a multa que o tribunal venha a aplicar sobre a empresa, geralmente, não paga o tempo e o aborrecimento da parte lesada – afirmou ao CdB o advogado, que prefere manter anonimato.
Embora o número de ações por erros na cobrança dos valores devidos por empresas de pequeno e médio portes se prolifere no dia a dia dos tribunais, no Brasil e no exterior, nem alguns ícones da hotelaria mundial se salvam da lista de causadores de transtornos aos clientes. O exemplo mais evidente desta realidade, "que se multiplica às centenas, no Brasil", segundo a fonte, pode ser conferido na experiência do sociólogo Sergio Nogueira Lopes, embaixador de uma instituição social no Brasil, em viagem a Nova York, nos EUA, entre os dias 20 e 25 de novembro. Convidado a um evento internacional, Nogueira Lopes hospedou-se no legendário Waldorf Astoria, na ilha de Manhattan, e quitou uma conta de R$ 10.514,00 com um cartão de pagamento da bandeira Visa.
– As reservas, no site do Expedia.com, porém, foram confirmadas no cartão de crédito da bandeira American Express. A cobrança, por um erro deles, ocorreu em duplicidade. Mesmo reconhecendo a falta, porém, tanto o site quanto o hotel não realizaram, até agora, a devolução do que foi pago em dobro. Além de gastar mais de três horas em telefonemas e espera desnecessários, vejo que será preciso uma ação judicial para corrigir esta falha administrativa, que chega a resvalar no furto, tamanha é a demora para a correção de um erro – afirmou Nogueira Lopes.
A reportagem do CdB entrou em contato com o Waldorf Astoria, em NY, mas até o fechamento desta matéria não havia obtido retorno. O site Expedia.com, responsável pelas reservas, também procurado pela internet, não retornou com uma resposta imediata.
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