Rio de Janeiro, 30 de Março de 2026

Recuperação da indústria é lenta no segundo semestre

Começou em ritmo lento a recuperação da atividade industrial no país, na segunda metade do ano. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira, a produção do setor cresceu apenas 0,6% em julho ante junho. Em relação a julho de 2005, o avanço foi de 3,2%. (Leia Mais)

Terça, 05 de Setembro de 2006 às 09:20, por: CdB

Começou em ritmo lento a recuperação da atividade industrial no país, na segunda metade do ano. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira, a produção do setor cresceu apenas 0,6% em julho ante junho. Em relação a julho de 2005, o avanço foi de 3,2%. Os dados ficaram abaixo do esperado pela maioria dos analistas de mercado, que previam um avanço médio na ordem de 0,85% frente a junho, e uma alta de 3,45% sobre o ano passado. A mediana das projeções indicava um aumento de 0,9% no mês e de 3,75% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado de julho segue a queda revisada de 1,3% registrada de maio para junho. Inicialmente, o IBGE havia divulgado que a produção industrial brasileira havia caído 1,7% em

junho ante o mês anterior. Nos primeiros sete meses de 2006, a atividade industrial no país acumula expansão de 2,7% na comparação com igual período de 2005. Nos últimos doze meses, o crescimento é de 2,2%.

De acordo com o IBGE, dos 23 ramos analisados pelo instituto, 17 apresentaram crescimento no nível de atividade mensal.

- Entre aqueles que determinaram o comportamento global positivo, destacam-se a indústria extrativa (+5,2%), refletindo o aumento em julho da extração de petróleo, após paralisação

para manutenção de algumas plataformas ocorrida em junho", afirmou o IBGE no documento divulgado nesta terça-feira.

Na semana passada, o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,5% no segundo trimestre, ante os três primeiros meses do ano.

CNI confirma

Pesquisa divulgada na manhã desta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma que este segmento da economia brasileira manteve em julho a trajetória de crescimento moderado. Os dados estão no boletim Indicadores Industriais. Os números dessazonalizados mostram crescimento de 0,94% das vendas reais, de 1,2% nas horas trabalhadas na produção e de 0,4% no emprego do setor em julho na comparação com junho.

Sem a dessazonalização, as vendas reais da indústria caíram 1,6% de junho para julho, mês com cinco sábados e cinco domingos, com menos dias úteis do que junho. A queda também foi atribuída à valorização de 2,6% do real frente ao dólar, o que provocou o declínio do faturamento das empresas exportadoras. O câmbio explica parcialmente a queda de 0,68% das vendas reais nos primeiros sete meses do ano ante igual período de 2005, credita o estudo. A cotação da moeda brasileira aumentou 14% frente ao dólar no mesmo intervalo comparativo. Levados em conta os efeitos sazonais, no entanto, o cálculo das vendas reais aponta para um aumento de 2,69% de janeiro a julho deste ano contra igual período de 2005.

O número de horas trabalhadas na produção e o nível de emprego também cresceram em julho, tanto no cálculo dessazonalizado quanto no original, para acompanhar o ritmo das vendas. As horas trabalhadas aumentaram 1,94% em julho ante junho no índice original e 1,2% no que leva em conta os efeitos sazonais. O pessoal empregado na indústria subiu 2,01% e 0,4%, respectivamente.

O indicador do nível de utilização da capacidade instalada recuou de 82% em junho para 81,6% em julho, apesar do dinamismo aplicado ao setor produtivo. A pesquisa Indicadores

Industriais é feita mensalmente com cerca de 3 mil empresas de médio e grande portes em 12 Estados.

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