Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Recuo boliviano facilita retomada de negociações

Sexta, 15 de Setembro de 2006 às 10:19, por: CdB

O recuo do governo boliviano na decisão de estatizar as empresas petrolíferas dá uma certa normalidade a uma ação que não era esperada, até porque havia um processo de negociação em curso.A avaliação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amroim, antes de anunciar a possibilidade de encontrar-se nesta sexta-feira, em Havana, com o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Amorim, que participa na capital cubana da 14ª Cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados, defendeu a continuidade do diálogo entre os dois países.

- Temos que ter com eles relação razoável e boa. Queremos que seja cada vez melhor, mas evidentemente tem que ser baseada em previsibilidade - disse.

Segundo o ministro, o Brasil tem todo interesse de ajudar no desenvolvimento econômico e social da Bolívia, mas isso só pode se dar dentro de um contexto de previsibilidade. "Se tiver sobressalto a cada mês, então não se decide".

O Movimento dos Países Não-Alinhados foi criado em 1961 como alternativa à bipolarização mundial da época, que tinha de um lado os Estados Unidos e de outro, a União soviética. O Brasil acompanha o encontro como observador, a convite do governo cubano.

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