Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Reconduzido por Dilma, Roberto Gurgel chefiará PGR no julgamento do mensalão

O procurador-geral da República Roberto Gurgel foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff para recondução ao cargo. A decisão foi divulgada no site da instituição na noite passada.

Quinta, 07 de Julho de 2011 às 06:04, por: CdB
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O procurador-geral da República Roberto Gurgel foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff para recondução ao cargo. A decisão foi divulgada no site da instituição na noite passada. Gurgel está no cargo desde julho de 2009, por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu mandato acabaria no próximo dia 22. Também concorriam ao cargo os subprocuradores Rodrigo Janot Monteiro de Barros e Ela Wiecko Volkmer. Os três faziam parte de uma lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), na qual Gurgel era o mais votado. A presidenta não é obrigada a escolher um dos indicados pela ANPR, mas seguiu a tradição inaugurada por Lula, que sempre indicou para aprovação pelo Senado os procuradores escolhidos pela associação: Cláudio Fonteles (2003-05), Antônio Fernando de Souza (2005-09, reconduzido uma vez) e o próprio Gurgel. Na semana passada, Gurgel disse durante o lançamento do plano de gestão do Ministério Público Federal que a prioridade do órgão no segundo semestre será a preparação para a etapa final do julgamento dos 38 réus do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), prevista para 2012. Há cinco anos em tramitação no STF e sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa, o processo julga o suposto esquema de corrupção ocorrido no governo Lula. Etapas A recondução tem que passar ainda pela aprovação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo plenário do Senado Federal. A nomeação é finalizada por meio de decreto presidencial. O mandato procurador-geral termina em 22 de julho. Para evitar que o cargo fiquei vago, a CCJ do Senado terá de agilizar o trâmite da indicação. Regimentalmente, a comissão define um relator, que terá de ler a mensagem de nomeação em uma sessão e marcar a sabatina para a reunião seguinte. O procurador-geral da República exerce a chefia do Ministério Público da União e do Ministério Público Federal, além de atuar como procurador-geral eleitoral. É escolhido e nomeado pelo presidente da República, e seu nome deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal. Segundo prevê a Constituição Federal, o procurador-geral da República deve sempre ser ouvido nas ações de inconstitucionalidade e nos processos de competência do Supremo Tribunal Federal. Ele pode promover ação direta de inconstitucionalidade e ações penais, neste caso denunciando altas autoridades, tais como deputados federais, senadores, ministros de Estado e o presidente e o vice-presidente da República. Também pode, perante o Superior Tribunal de Justiça, propor ação penal , representar pela intervenção nos estados e no Distrito Federal, e ainda pela federalização de casos de crimes contra os direitos humanos.
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