Conversas multilaterais envolvendo as ambições nucleares da Coréia do Norte foram retomadas nesta terça-feira em Pequim, depois de uma paralisação de um ano.
Embora não haja expectativa de grandes anúncios nesta semana, o ambiente antes da quarta rodada de discussões entre as duas Coréias, os EUA, a Rússia, o Japão e a China tem sido otimista.
- Abrir o diálogo é importante. Mas o que é mais importante é conseguir progresso no desarmamento nuclear - disse o principal negociador norte-coreano, Kim Kye-gwan, na abertura da sessão desta terça-feira.
O negociador dos EUA, Chistopher Hill, respondeu dizendo que Washington acreditava que a Coréia do Norte - descrita pelo presidente George W. Bush como parte de um "eixo do mal" - era um Estado soberano e que não seria atacada.
Três rodadas anteriores de negociações não tiveram sucesso. A crise começou em outubro de 2002, quando autoridades dos EUA acusaram a Coréia do Norte de buscar um programa clandestino de armas nucleares. O país acabou expulsando inspetores nucleares de seu território e abandonou o Tratado de Não-Proliferação.
No começo deste ano, Pyongyang anunciou que possuía armas nucleares e exigiu que os EUA parassem com sua "política hostil".