Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Reciclagem de lixo funciona irregular em Vargem Grande

Um posto irregular de reciclagem em Vargem Pequena está provocando acúmulo de lixo na Rua Jornalista Luiz Eduardo Lobo, cujo acesso é feito na altura do número 13.907 da Estrada dos Bandeirantes. De acordo com moradores da comunidade Nova Palmares, a atividade é a maior responsável pela proliferação de ratos e mau cheiro. A Secretaria municipal de Meio Ambiente já notificou a atividade e está exigindo mudanças para que as normas ambientais sejam seguidas. Mas aumentou o prazo para a sua legalização.

Quarta, 07 de Julho de 2010 às 10:24, por: CdB
Um posto irregular de reciclagem em Vargem Pequena está provocando acúmulo de lixo na Rua Jornalista Luiz Eduardo Lobo, cujo acesso é feito na altura do número 13.907 da Estrada dos Bandeirantes. De acordo com moradores da comunidade Nova Palmares, a atividade é a maior responsável pela proliferação de ratos e mau cheiro. A Secretaria municipal de Meio Ambiente já notificou a atividade e está exigindo mudanças para que as normas ambientais sejam seguidas. Mas aumentou o prazo para a sua legalização. O secretário Carlos Alberto Muniz disse que o posto de reciclagem não pode ser extinto porque gera benefícios para os moradores do local, com a renda sendo revertida para uma creche com 40 crianças. A Secretaria de Meio Ambiente quer que uma cooperativa legalizada assuma o comando da reciclagem e que as normas ambientais sejam respeitadas. No último dia 17, numa reunião com os responsáveis pelo local, foi solicitado mais prazo para legalização, até 30 de setembro. O GLOBO não conseguiu localizar a responsável pelo posto de reciclagem. O Estado do Rio tem hoje pelo menos 98 lixões irregulares em operação e 12 inativos, segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a prefeitura do Rio. Apenas na capital, a Secretaria municipal de Meio Ambiente identificou seis lixões clandestinos. E ainda há depósitos que operam com a proteção do tráfico, como em Duque de Caxias, que aparece em primeiro lugar no ranking de municípios com mais vazadouros ilegais, onde o total é de 42, sendo a maior parte no entorno do aterro metropolitano de Jardim Gramacho. O envolvimento com o tráfico foi denunciado pelo ex-ministro do Meio Ambiente e deputado estadual Carlos Minc (PT), em operação realizada há alguns meses, com o apoio de policiais, para fechar alguns lixões. Na capital, a prefeitura corre contra o tempo para combater os aterros irregulares. No caderno de encargos entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI), o Rio se comprometeu a erradicar todos os lixões até os jogos de 2016. Dos seis depósitos, um fica no Recreio, dois na Cidade de Deus e um em Jacarepaguá, numa distância que varia de quatro a 12 quilômetros da futura Vila Olímpica, a ser construída na Avenida Salvador Allende. Os outros depósitos ficam em Gericinó e Acari. O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, explicou que as investigações sobre a responsabilidade pelos despejos apontam para empresas que se credenciaram na Comlurb para coletar o lixo de grandes geradores, como hospitais e shoppings. Pela lei, a Comlurb é responsável apenas pela coleta em domicílios. Segundo Muniz, empresas preferem despejar o lixo em aterros clandestinos para não pagar as taxas do Centro de Tratamento de Resíduos de Adrianópolis, em Nova Iguaçu, onde o material deveria ser descartado. Aterros desativados também preocupam a população. Em Araruama, pelo menos 300 casas no bairro Clube dos Engenheiros se erguem sobre um lixão desativado nos anos 80. Basta cavar alguns metros que os moradores encontram sacos com material em decomposição. No mesmo município, o lixo é despejado a céu aberto, num aterro sem licenciamento ambiental e perto da lagoa.
Tags:
Edições digital e impressa