Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Recessão se aprofunda ainda mais nos EUA

A economia dos Estados Unidos encolheu no ritmo mais acentuado em aproximadamente 27 anos no quarto trimestre, mostraram dados do governo, aprofundando-se ainda mais na recessão, à medida que consumidores e empresários cortaram os gastos. O Departamento de Comércio informou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção total de bens e serviços dos Estados Unidos, recuou 3,8%, em termos anuais, a maior queda desde o primeiro trimestre de 1982, quando contraiu 6,4%. No terceiro trimestre de 2008, o PIB dos Estados Unidos contraiu 0,5%. Consumidores e empresários estão cada vez mais assustados com a crise

Sexta, 30 de Janeiro de 2009 às 10:52, por: CdB

A economia dos Estados Unidos encolheu no ritmo mais acentuado em aproximadamente 27 anos no quarto trimestre, mostraram dados do governo, aprofundando-se ainda mais na recessão, à medida que consumidores e empresários cortaram os gastos. O Departamento de Comércio informou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção total de bens e serviços dos Estados Unidos, recuou 3,8%, em termos anuais, a maior queda desde o primeiro trimestre de 1982, quando contraiu 6,4%. No terceiro trimestre de 2008, o PIB dos Estados Unidos contraiu 0,5%.

Esses foram os primeiros declínios trimestrais consecutivos do PIB desde o quarto trimestre de 1990 e os três primeiros meses de 1991. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma contração do PIB de 5,4% no quarto trimestre. A economia dos Estados Unidos entrou em recessão em dezembro de 2007, após o colapso do mercado imobiliário, que resultou na crise de crédito global. Para 2008, o PIB subiu 1,3%, no menor ritmo de crescimento desde 2001, quando a economia expandiu 0,8%.

O relatório do Departamento de Comércio com a primeira leitura do PIB dos EUA no quatro trimestre de 2008 mostrou que o consumo, que corresponde a dois terços da atividade econômica dos EUA, caiu 3,5% no período, ante declínio de 3,8% no terceiro trimestre. Essas também são as primeiras quedas seguidas do consumo, desde os declínios no quatro trimestre de 1990 e no primeiro de 1991. Os gastos com bens duráveis, como carros e móveis, tombaram 22,4%, a queda mais acentuada desde o primeiro trimestre de 1987.

Em resposta à redução da demanda, os investimentos empresariais afundaram 19,1%, o recuo mais acentuado desde o primeiro trimestre de 1975. Os investimentos residenciais despencaram 23,6%. O forte declínio econômico está reduzindo as pressões inflacionárias, com o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) despencando 5,5%, um recorde, após ter avançado 5% no terceiro trimestre.

O núcleo do índice, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,6%, menor taxa desde o quarto trimestre de 1962. No terceiro trimestre, o núcleo do índice havia subido 2,4%. Analistas consultados pela Reuters previam uma queda de 5,4 % do índice PCE.

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