Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Recessão nos EUA volta derrubar as bolsas

O dólar abriu o pregão de quarta-feira em alta de mais de 1%, em dia de muita cautela à espera de mais indicadores que podem sinalizar o estado da saúde da economia norte-americana. Às 9h18 a moeda norte-americana subia 0,97%, a R$ 1,770. (Leia Mais) Mercados asiáticos reagem às notícias negativas dos EUA

Quarta, 16 de Janeiro de 2008 às 10:10, por: CdB

O dólar abriu o pregão de quarta-feira em alta de mais de 1%, em dia de muita cautela à espera de mais indicadores que podem sinalizar o estado da saúde da economia norte-americana. Às 9h18 a moeda norte-americana subia 0,97%, a R$ 1,770. Na véspera, a deterioração das principais bolsas de valores globais impulsionou a moeda que fechou a sessão em alta de 1,04%.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o seu principal índice, o Ibovespa, abriu o dia em baixa, acompanhando o movimento nos mercados internacionais. Às 11h58, o indicador recuava 1,61% a 59.941 pontos. O maior medo dos investidores, no exterior, ficou explícito nas expressivas baixas dos mercados financeiros asiáticos e europeus, dando seqüência às perdas causadas no dia anterior no mundo afora. As notícias alimentam os temores de recessão na economia norte-americana.

Nesta quarta-feira, o mercado acompanhava o anúncio dos resultados de mais duas grandes instituições financeiras norte-americanas. A primeira a divulgar resultados, o JPMorgan Chase, já foi negativa. Logo pela manhã, o terceiro maior banco dos Estados Unidos, divulgou que seu lucro no quarto trimestre em operações contínuas caiu em consequência da baixa contábil de US$ 1,3 bilhão, relacionada a perdas com hipotecas de alto risco (subprime). O JPMorgan anunciou lucro no quarto trimestre de US$ 2,97 bilhões, ou US$ 0,86 dólar, abaixo dos US$ 3,91 bilhões, ou US$ 1,09 por ação, no mesmo período do ano anterior. Analistas prevêem que as perdas serão ainda maiores.

Dados divulgados mais cedo pela pesquisa da Mortgage Bankers Association (MBA), representante da indústria de financiamento imobiliário dos Estados Unidos, acentuam a preocupação com o setor. O volume de solicitações de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos expandiu-se 28,4% na semana terminada no dia 11, e os requerimentos de refinanciamento de hipotecas subiu para 62,7% frente aos 57,7% da semana retrasada.

Um dos pontos mais focados pelos analistas é o setor de tecnologia, em Wall Street. A Intel, que indicou na véspera um crescimento de 51% no lucro trimestral, indicou porém uma previsão abaixo do estimado para as vendas neste começo de 2008.

As bolsas européias operavam em queda na quarta-feira. Em Londres, o índice FTSE recuava 0,91% a 5.970,8 pontos, por volta das 11h (horário de Brasília). Em Frankfurt, o Dax Xetra perdia 1,03% a 7.488,76 pontos.  Em Paris, o CAC-40 perdia 0,27% a 5.236,42 pontos.

Na Ásia, foram observadas as quedas mais expressivas do dia. Em Tóquio, o Nikkei 225 recuou 3,35%, aos 13504,51 pontos, o nível mais baixo desde o fim de outubro de 2005. O Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 5,37%, ficando em 24450,85 pontos. Em Seul, o indicador Kospi diminuiu 2,40%, aos 1704,97 pontos. Na praça de Xangai, o Shanghai Composite caiu 2,81%, para 5290,60 pontos.

Os índices futuros de Wall Street também operavam em baixa, pela manhã.

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