Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Recessão global causa pânico na Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo enfrentou uma das piores sessões de sua história nesta segunda-feira, tendo que interromper os negócios duas vezes para conter o pânico dos investidores com o fantasma de uma recessão global. Depois de ter chegado a desabar mais de 15%, o que não acontecia há uma década, o Ibovespa suavizou parcialmente o movimento na última hora. (leia mais) O anúncio de novas medidas anticrise do governo amenizaram o pessimismo

Segunda, 06 de Outubro de 2008 às 15:45, por: CdB

A Bolsa de Valores de São Paulo enfrentou uma das piores sessões de sua história nesta segunda-feira, tendo que interromper os negócios duas vezes para conter o pânico dos investidores com o fantasma de uma recessão global.

Depois de ter chegado a desabar mais de -15%, o que não acontecia há uma década, o Ibovespa suavizou parcialmente o movimento na última hora, após o anúncio de novas medidas anticrise do governo brasileiro e de Wall Street também amenizar o pessimismo.

No final, o Ibovespa diminuiu a queda para -5,43%, para 42.100 pontos, o que não foi suficiente para impedir que o principal índice da bolsa paulista retornasse ao menor patamar desde março de 2007.

A forte volatilidade calibrou o giro financeiro para R$ 5,27 bilhões, mesmo num pregão em que os negócios ficaram suspenSos por mais de uma hora e meia devido à intervenção do circuit breaker.

Não bastasse o temor de quebradeira no sistema financeiro norte-americano, não estancado nem com a aprovação a um pacote de socorro na sexta-feira, os investidores abriram a semana tendo enfrentando duas novidades ainda piores: contaminação da crise na Europa e sinais cada vez mais evidentes de que a crise vai provocar recessão em 2009.

O socorro costurado no domingo pelo governo alemão para salvar a Hypo Real Estate da insolvência não conseguiu dispersar a crise de confiança do mercado com os bancos, setor que arrastou o principal índice acionário da região para uma queda recorde de mais de 7 por cento.

Em Wall Street, o índice Dow Jones desabou 3,58%, caindo para o menor patamar em quatro anos.

Simultaneamente, Morgan Stanley e UBS Pactual engrossaram a fila dos bancos que já enxergam uma recessão global cada vez mais palpável em 2009.

Como desdobramento dessa análise, o banco suíço reduziu as previsões para os preços de commodities e, consequentemente, o preço-alvo das ações ligadas a metais e petróleo.

– A revisão para baixo dos preços das commodities e do crescimento global eram as últimas peças que faltavam para caracterizar o novo mundo menos positivo – disse Ronaldo Patah, superintendente de renda variável da Unibanco Asset Management.

Usiminas refletiu o estado de espírito dos investidores diante desse cenário, desabando 11,1%, a 30,50 reais, seguida por Companhia Siderúrgica Nacional, que mergulhou 8,4%, para 32,69 reais. Vale perdeu 6,7%, valendo 26,99 reais.

Pressionada pela queda do preço do barril de petróleo ao menor patamar em oito meses, Petrobras cedeu 3,2%, para 30 reais.

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