Agentes da Receita Federal estão investigando a procedência dos 350 mil dólares apreendidos, na noite desta terça-feira, pelos policiais do Módulo Operacional em Vias Especiais (Move), unidade recentemente criada para patrulhamento da Linha Vermelha, Perimetral e Aterro do Flamengo, vinculada ao Batalhão de Choque.
O dinheiro foi encontrado dentro de uma mala de viagens que estava no porta-malas do Bora branco de São Paulo, interceptado no Km 19 da Linha Vermelha, na confluência da Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
A apreensão ocorreu por volta das 21h, depois que os policiais desconfiaram dos ocupantes do Bora, onde estavam um cidadão brasileiro, natural de São Paulo, um cidadão nascido na Guiné Bissal, identificado como João Augustinho, e uma angolana identificada como Esmeralda.
Os dois homens vieram de São Paulo para buscar a angolana que chegou ao Rio por volta das 20h, em vôo procedente de Luanda. Os três saíram do Aeroporto Internacional Tom Jobim e seguiam em direção a São Paulo, quando foram interceptados pela viatura policial que fazia patrulhamento de rotina.
Os policiais contaram que decidiram interceptar o veículo por causa do comportamento de seus ocupantes. De acordo com a observação dos policiais, os dois homens demonstraram desconforto com a proximidade da viatura e por isso foram parados.
Somente após a abordagem os policiais perceberam a presença da mulher que estava no banco traseiro. Desconfiados, os policiais mandaram abrir o porta-malas e, na revista, o dinheiro foi encontrado.
Os três foram levados para a sede da Polícia Federal de Nova Iguaçu e depois encaminhados para a Receita Federal, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, onde o dinheiro ficou retido.
Os três detidos, depois de prestarem depoimento, foram liberados. Esmeralda contou que o dinheiro era para comprar material de construção da casa que pretende morar em São Paulo.
João Augustinho disse que é dono de uma empresa de importação e exportação e amigo de Esmeralda. O brasileiro disse que é amigo de João e que veio ao Rio apenas para fazer um favor ao amigo. Contou também que o Bora é de propriedade de seu sogro. O dinheiro ficou apreendido na Receita Federal.