É uma ilusão, também (vejam os dois posts seguintes) a receita que, particularmente a Alemanha, propõe para a Europa: cortar nos salários para aumentar a competitividade. Ela é caricata. Sem reformas e sem desvalorização da moeda, principal arma mantida pela China e pelos Estados Unidos na guerra cambial, ela não leva a lugar nenhum.
Sem uma autoridade européia (o velho continente anda carente de lideranças) que faça o que fizeram o Banco Central da Grã- Bretanha e o FED - o BC americano - para salvar os bancos e relançar a economia de seus países, não haverá como tirar a Espanha, Irlanda, Grécia, Itália, Portugal (o Sul católico da Europa) da atual crise.
As receitas da chefe do governo alemão, chanceler Ângela Merkel são um engodo, já que a Alemanha protegeu seus bancos, grandes responsáveis pela atual crise européia. Com cortes de gastos, salários e pensões esses países não irão a lugar nenhum. O que precisam é negociar e repactuar suas dívidas, alongar e reduzir juros e alavancar suas economias desvalorizando suas moedas.
Aí, sim, regulando e controlando os salários. Mas, só reduzíndo-os, e às pensões, e simplesmente cortando gastos, não terão nem mercado externo e terão depressão no mercado interno, recessão e desemprego.
Receita européia é caricata e inviável
Segunda, 14 de Fevereiro de 2011 às 06:06, por: CdB