Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

Receita e PF fazem operação de combate ao contrabando de bebidas

Quarta, 19 de Dezembro de 2007 às 15:21, por: CdB

A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal realizam nesta quarta-feira a operação Al Capone nos estados de São Paulo, Ceará e Pará, de combate ao comércio ilegal de bebidas, produtos eletrônicos e de material de informática. Às 16h (17h hora de Brasília), na sede da Polícia Federal em Fortaleza, haverá entrevista coletiva com representantes dos órgãos responsáveis pela operação.

Segundo nota da Receita, a bebida ilegal, principalmente uísque, chegava ao país por duas rotas. Uma parte vinha do Suriname, entrava no Brasil pela foz do Rio Amazonas até Abaetetuba, a cerca de 80 quilômetros de Belém. De lá, era distribuída principalmente para a Região Nordeste, camuflada em caminhões carregados de produtos como madeira.

A outra rota de entrada tinha origem no Paraguai, via Foz do Iguaçu, de onde era distribuída para o mercado da Região Sudeste, principalmente São Paulo. Para dar aparência de legalidade à comercialização interna das bebidas, os distribuidores utilizavam-se de selos fiscais, rótulos e contra-rótulos falsos, obtidos de indústrias gráficas de São Paulo.

Estão sendo cumpridos 37 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará. As buscas são feitas nas casas dos principais envolvidos no esquema, nas gráficas em São Paulo onde ocorre a falsificação dos selos, bem como nos depósitos, armazéns e estabelecimentos comerciais que estariam comercializando as bebidas.

A operação envolve cerca de 60 auditores fiscais e 180 policiais federais.  O nome da operação foi inspirado no gângster que comandou o contrabando de bebidas Chicago durante a vigência da Lei Seca, que proibia o comércio de bebidas alcoólicas.

A nota informa também que durante as investigações foi detectado um esquema de contrabando de produtos eletrônicos e de material de informática, procedentes de Miami, EUA, com destino a Fortaleza, Manaus e Belém. A Receita e a Polícia já haviam realizado operação conjunta no aeroporto de Fortaleza em janeiro, quando foram apreendidos cerca de 450 quilos em mercadorias como notebooks e microprocessadores, avaliadas em mais de R$ 300 mil.

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