Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Receita apreende R$ 300 mil em mercadorias irregulares nos Correios

A Receita Federal apreendeu na quinta-feira cerca de R$ 300 mil em mercadorias irregulares nos Correios de São Paulo. Quinze auditores ficais e analistas tributários participaram da Operação Leão Expresso 2, que começou às 2h e acabou por volta das 7h.

Quinta, 13 de Setembro de 2007 às 09:26, por: CdB

A Receita Federal apreendeu na quinta-feira cerca de R$ 300 mil em mercadorias irregulares nos Correios de São Paulo. Quinze auditores ficais e analistas tributários participaram da Operação Leão Expresso 2, que começou às 2h e acabou por volta das 7h. 

"Estávamos recebendo muitas denúncias de comércio irregular pela internet, de produtos que eram vendidos sem nota fiscal, ou eram superfaturados", explicou Edmur Venturoli, chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e ao Descaminho (Direp) da Receita Federal.

A Operação Leão Expresso 2 foi realizada em todo Brasil. No total, foi apreendido R$ 1,5 milhão em mercadorias. Em São Paulo, os agentes estiveram nas unidades do Jaguaré, Saúde e Vila Maria.

Entre as encomendas que chegaram às agências durante a madrugada, foram escolhidas cerca de mil. "Eles foram selecionados de acordo com a origem e pelo aspecto", explica Elvys Denílson de Araújo, chefe de operações da Receita.

Os pacotes escolhidos passavam então por um scanner e, se fossem considerados suspeitos, eram abertos pelos agentes. Foram apreendidos produtos como celulares, relógios, pares de tênis, lap tops e material de informática.

Os objetos serão encaminhados ao depósito da Receita Federal. "Se os donos não conseguirem provar origem lícita, eles perdem os produtos", diz Venturoli. Segundo o chefe da Direp, remetentes e destinatários das mercadorias irregulares serão investigados.

Ainda de acordo com Venturoli, a Operação Leão Expresso 2 vai até o fim deste ano e não se restringirá aos Correios. "Vamos também a transportadoras e shoppings populares." A Operação Leão Expresso 1 ocorreu no segundo semestre de 2005, somente no Recife, em Pernambuco.  

 Greve

A paralisação nacional dos Correios, que começou nesta quinta-feira (13), dificultou o trabalho dos agentes da Receita na operação desta madrugada. "A maior dificuldade foi a questão da greve. O contingente de pessoas trabalhando estava reduzido e tivemos um volume bem menor de mercadorias analisadas", explicou Elvys de Araújo.

De acordo com o chefe de operações, caminhões vindos do sul do país, de cidades que fazem fronteiras com Uruguai e Paraguai, não chegaram nesta madrugada.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect), o serviço de encomendas expressas, como o Sedex 10, são os mais prejudicados em São Paulo nesta quinta-feira (13). "Estamos praticamente parados em 100% dos setores de encomenda expressa", disse Mizael Cassimiro, secretário de comunicação do Sintect.

Os Correios negam a informação. A empresa afirma que as encomendas urgentes são prioridade no tráfego e que em caso de paralisação é adotado um plano de contigência para minimizar eventuais atrasos e prejuízos.

De acordo com o Sintect, 70% dos funcionários dos centros de distribuição domiciliária aderiram à paralisação. Oito mil dos 22 mil trabalhadores dos Correios em São Paulo são filiados ao sindicato. Às 14h, a categoria fará uma assembléia na Praça da Sé, no Centro da Capital, para decidir os rumos do movimento.

Os Correios informaram que só devem divulgar um balanço da greve no fim desta manhã. Mas a empresa já declarou que não há agências fechadas e que a paralisação é parcial, localizada e regional.

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