Até que enfim (!) o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) tomou uma medida e multou a Toyota e a distribuidora de automóveis Caoa pela demora na realização de recall em dois de seus modelos - Corolla e Subaru.
Mesmo sabendo que acidentes ocorriam por falha na fixação dos tapetes dos seus automóveis, a Toyota levou dois meses para fazer sua campanha de recall. Já a distribuidora Caoa demorou 60 dias para iniciar o processo de substituição das peças.
Agora, montadora e distribuidora pagarão R$ 1,5 milhão em multa - R$ 491,00 para a Toyota e duas multas do mesmo valor para a Caoa. Um valor pequeno dada a demora, o descaso e os riscos a que milhares de consumidores destes veículos sofreram durante dois meses de silêncio por parte de ambas.
Medidas urgentes
O fato é que não cabe só uma multa - neste caso foi pequena, repito. Precisamos de uma legislação e normas firmes que permitam uma maior fiscalização e controle da qualidade e das exigências de segurança e ambientais no setor.
Principal área industrial do país, o setor automobilístico requer uma avaliação séria e técnica - da qualidade do que oferece no mercado, ao custo de sua produção passando, também, pelo preço de venda cobrado do consumidor final. E também, óbvio, das medidas de segurança e defesa do meio ambiente e da economia de combustível.
É indiscutível que as montadoras instaladas no país precisam adotar estas medidas, inclusive, vindo a público e expondo de forma aberta à sociedade e consumidores o que está acontecendo com a segurança dos veículos. E, sobretudo, que resolvam efetivamente o problema, não apenas com medidas de efeito paliativo, como os recalls.
Essas empresas precisam tomar medidas - serem obrigadas a isto - no sentido de evitar a saída da linha de montagem ou de projeto, de carros com graves defeitos. Muitos destes são fatais e colocam diretamente em risco a vida do motorista, dos passageiros e dos transeuntes. Ou seja, de todos nós.
Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026
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