Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Rebouças: Briga entre prefeitura e Cedae vai parar na Justiça

A briga entre a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) e a Secretaria municipal de Obras por causa do deslizamento de terra no túnel Rebouças foi parar na Justiça. Na terça-feira, o coordenador jurídico da Cedae, o procurador Leonardo Espíndola, informou que vai entrar com uma ação judicial no Fórum do Rio contra o secretário municipal de Obras, Eider Dantas.

Terça, 30 de Outubro de 2007 às 10:44, por: CdB

A briga entre a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) e a Secretaria municipal de Obras por causa do deslizamento de terra no túnel Rebouças foi parar na Justiça.

Na terça-feira, o coordenador jurídico da Cedae, o procurador Leonardo Espíndola, informou que vai entrar com uma ação judicial no Fórum do Rio contra o secretário municipal de Obras, Eider Dantas.

O motivo, segundo informou a assessoria da companhia, foram as declarações feitas pelo secretário, que afirmou que os canos rachados encontrados nas encostas do túnel foram os responsáveis pelo acidente. Na ação, a Cedae solicita a execução de uma perícia técnica independente.

Os canos rachados foram encontrados por técnicos da Secretaria de Obras no domingo no local do deslizamento da encosta do túnel Rebouças.

Em nota divulgada à imprensa, a companhia classifica as declarações do secretário como “intempestivas, sem embasamento técnico, que provocaram danos à imagem da Cedae”. A nota informa também que toda a indenização obtida com a ação será doada para projetos sociais no morro do Cerro-Corá.

A Cedae informou também que fará uma representação ao Ministério Público, solicitando a apuração das causas do acidente. Também será feita uma representação ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio (Crea-RJ), pedindo a apuração das causas e o possível exercício irregular da profissão.

O secretário municipal de Obras, Eider Dantas informou através de sua assessoria de imprensa e aguarda resposta quanto à ação judicial. 
 
Cano rachado

Na segunda-feira, o secretário municipal de Obras do Rio, Eider Dantas, informou à imprensa que técnicos da prefeitura encontraram uma tubulação de água de seis polegadas com um vazamento grande, que seria a causa do deslizamento.

Segundo Eider, a tubulação, que foi encontrada no domingo, levava água para cima do morro Cerro-Corá, o que necessariamente precisa ter muita pressão. Segundo o site da Prefeitura do Rio, a revelação está num relatório da GEO-Rio (Fundação Instituto de Geotécnica do Município do RJ) que vai apontar as causas do desmoronamento.

— Tínhamos certeza de que havia um vazamento. Pedimos ajuda à Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) há seis dias e só ontem, domingo, é que o furo, de 150 milímetros, foi consertado. Assim, podemos trabalhar melhor — afirmou Eider Dantas.

 Cedae rebate e ataca

Quanto as declarações do secretário na segunda-feira, a assessoria de imprensa da Cedae informou na ocasião que o cano mais próximo que apresentou vazamento fica a cerca de um quilômetro do local do desmoronamento.

Ainda de acordo com a assessoria, o abastecimento daquela área foi interrompido no dia do acidente, portanto a água que continuou a cair por alguns dias durante o trabalho de limpeza não poderia ser da Cedae.

A companhia informa ainda que, se houvesse um vazamento, as calhas da prefeitura deveriam ser suficientes para absorver a água extra. A drenagem de encostas é de responsabilidade da prefeitura, afirmou a assessoria da companhia.

A assessoria disse também que as causas do desabamento seriam o crescimento desordenado da comunidade próxima ao local do acidente e problemas com a rede fluvial que, segundo a Cedae, não funcionou direito.

Outra tubulação encontrada

Uma outra tubulação de duas polegadas foi encontrada no domingo, mas segundo a Secretaria, ela já não era mais utilizada. Técnicos da Cedae identificaram os problemas e já consertaram o vazamento.

A Cedae informou que os próprios técnicos da empresa haviam contado aos técnicos da prefeitura sobre a tubulação encontrada, e que o vazamento corresponde a um tubo de meia polegada - o que seria equivalente a aproximadamente um centímetro. Segundo a Cedae, um vazamento desse porte não seria capaz de causar um desmoronamento.

Segundo a

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